13 fevereiro 2009
Ego - por Raquel Aiuendi
Que importa a cor
Do que incolor de fato é
Que importa a língua
Do que fala por si só
E o solo, que importa
Do que sola: monólogo
E a luz, que importa
Do que é treva: egoísmo.
Que importa a cor
Do que incolor de fato é
Que importa a língua
Do que fala por si só
E o solo, que importa
Do que sola: monólogo
E a luz, que importa
Do que é treva: egoísmo.
- liga pra melancia?
- que raio de melancia é essa que tem telefone?
- melancia é minha mulher!!!
- ahan…
- liga pra melancia?
- falar o que???
- diz pra ela que não a encontrei na feira!!!!!
Saudade da saudade sem idade
Quando amor é pura pureza
Quando a idade traz a beleza
E casa juventude e maturidade.
Quinze anos nos fazem
Debutantes da nossa diferença
Quinze anos nos trazem
Certeza de toda nossa crença:
Que amor é sempre algo maior
Nunca tirania ou escravidão
Vergonha é sentimento menor
Inferioriza o amor e a paixão.
Amor imaterial é maior que nós
Engrandece e torna imortal
E unido o que antes era a sós
Hoje, terna felicidade natural.
Agora queria mandar um beijo para todos do blog
e outro especialmente pra vc, Ana: minha adversária Samur-Ai.
Inté +.
Nossos Pais nos Contaram – Marcelo de Barros Souza (gostei)
A Divina Comédia – Dante Alighieri (li trechos e gostei)
Ação Cultural Para a Liberdade e outros escritos – Paulo Freire (gostei)
A Conquista da América Latina Vista Pelos Índios – Miguel Leon-Portilla (gostei, muito bom)
Cálice e Cuia: crônicas de pastoral e política indigenista – Paulo Suess (gostei)
Teologia do Cativeiro e da Libertação – Leonardo Boff (gostei)
A Graça Libertadora no Mundo – Leonardo Boff (gostei)
Ecologia, Mundialização, Espiritualidade – Leonardo Boff (gostei)
O Fator Maia – José Argüelles (gostei)
“do que
Nossos Pais nos Contaram
A Divina Comédia
é a
Ação Cultural Para a Liberdade
na
A Conquista da América Latina Vista Pelos Índios
sorvida em
Cálice e Cuia
com a
Teologia do Cativeiro e da Libertação
e
A Graça Libertadora no Mundo
descobrindo que
Ecologia, Mundialização, Espiritualidade
estão dentro de
O Fator Maia.”
E você? De que livros você gostou?
Têm certas coisas que só sabe quem nasceu na Zona Oeste do Rio de Janeiro: a vida mais simples, os nomes dos pássaros, a calma do abraço de uma árvore, pedalar uma bicicleta… A brincadeira no portão, e o blá-blá-blá no outro; a luz que reflete a lua no caminho de barro e escuro; a caminhada até a escola e um banho de cachoeira… Isso antes das últimas invenções: as síndromes sociais. Mas, da janela ainda dá para projetar a lembrança sobre as ruas ermatizadas.
Fuiiiizzzzz.
Eu.
Janelas abrem
Quando portas se fecham
Sempre entrarás
Variação de “Sempre Há Solução”, de Alba Vieira.
Caixinha de costura
e colcha de retalhos
têm pequenos pedaços
de coisas que faço.
Agulha, linha e botão
uso e uso de montão
em bolsa e bolsão
mesmo em biju, cordão.
Melhor de tudo é
que caixinha pode ser…
parece mágico, né?
Que costura pode fazer.
Caixinha de costura
sempre me lembra, só
a infância segura
bem perto da vovó.
Ela tinha uma linda
de palha trançada
dentro acolchoada
cheia de agulha, linha…
Um dia ela me deu
de presente a caixinha
o tempo a perdeu
ficou uma lembrancinha
que é toda revelação
do que a vida costura
ponto-a-ponto no coração
uma profunda candura.
Sobre quantos cadáveres, vítimas de horrores, a humanidade vai continuar a erguer-destruir-erguer nações? Vítimas, populações infinitas de vidas, que em nada contribuíram para a barbaridade contra elas… esse cemitério há de ser, um dia, se já não está acontecendo, a ‘areia movediça’ que irá engolir a podridão.
A dor dos horrores há sempre de ser o empecilho da evolução humana? Avançar em sustentabilidade através da inteligência-amor é mais difícil que a promoção em moto-contínuo de dor e consciência-dor?
Horrores são horrores. Para as vítimas, como todos o sabemos; e, também, para seus patrocinadores e agentes diretos (todos não dormem e, se dormem, têm pesadelos – o peso deles).
Resposta a “O Homem no Lixo”, de Ana.
Cada qual com seu cada qual
Lembra-me gueto e coisa e tal
Coisa que não é muito natural
Coisas que me fazem até mal.
Cada qual com seu cada qual
Também lembra outras rimas
Um bolo: você mandou o Lima
Tratou-me como fulana de tal.
Cada qual com seu cada qual
Lembra churrasco e quintal
Famílias que não quebram pau
Toda semana se reúnem no final.
Cada qual com seu cada qual
É uma fala batida, um clichê
Denota preconceito, pode ser
Isso numa fala bem informal.
Cada qual com seu cada qual
Pode ser mudado por hora
Qual nada, com seu cada qual
Se o horror, o crime e os absurdos cometidos sobre essa terra em cadeia de humanos sobre humanos não têm cor, raça e razão; também o Amor é para todos independente de cor, raça e razão. O Amor é a causa das soluções e suas fórmulas; dignifica e transforma; edifica e amplia; o Amor é em si a Razão da lógica, sem o Amor não há lógica e a Lógica vai sempre se apresentar pela Razão (do) Amor.
Resposta a “O Homem no Lixo”, de Ana.
Amiga, querida Alba
não ligue pra provocação
desta pobre alma
que vive de acusação.
Vejo muita sensatez
em suas palavras aqui
genuína paz, em vez
de estimular haraquiri.
Ana, de fato, cheia de si
se mostra todo momento
eu, xavante apenas tento
mostrar o melhor de mim.
“Ainda vou te responder
à altura! Aguarde…”
vejo afronta a você
um tanto covarde.
Alba, promotora da paz
lhe agradeço por demais
por palavras tão singelas
Logo: não dê ouvidos a ela.
Se preserve desse mórbido
duelo, poupe-se de sórdido
embate, disso fique fora
mas do blog não vá embora.
Resposta a “Deixa Disso…”, de Alba Vieira.
Querida Escrevinhadora
nossa amiga escritora
que conosco se preocupa:
neste duelo não há culpa.
Seu conselho sobre obra-prima
é muito bom e também elevado
pra isso têm-se estar acima
dos sentimentos enlevados.
Já propus sermos amigas
Ana, optou pela briga!!!
A vida é mero jogo pra ela
e eu não estou de balela.
Por isso vou enfrentar sim
com coragem os seus golpes
tudo o que tiver contra mim
Ana fugirá daqui a galopes.
Agradeço, nobre amiga
nas letras tentar em vão
apartar nossa briga:
parar ela não quer, não.
Vamos continuar em litígio
no duelo que se apresenta
ao longo desse exercício
que, sei, Ana não agüenta.
Resposta a “Para Ana e Raquel”, de Escrevinhadora.
Um filho que não
Nasceu, é um filho só
Do seu Pai: de Deus.
Adorei A-DO-REI
Sempre penso que estamos
Em pleno império, sei
Que pode ser o romano
O brasileiro, qualquer um
A-DO-REI, sempre será
Do rei, com ou sem zunzum.
Inspirado em alguns comentários de Ana.
Um toque pra quem tem TOC
Não toque em nada
Que então não terá TOC.
É só um TOC,
Digo…
Toque.
Passa tempo aqui e agora
Passa-Tempo, não vai embora
Que não é a vida quem passa
É o tempo, o passageiro
A vida é muito boa, à beça
O tempo seu companheiro.
Deus, imagem refletida por humanos
Num espelho de turva superfície
Quão mero e vão artífice
Superficialmente crida, bordados
Às bordas muito quebrados…
Descrença de deus, o humano
Que se crê sobre-hermano
Solidão que se expressa
Morte que se apressa
Vazio que se instala
Na insuficiência de ser
Numa existência do ter
Que, frágil, estala.
Vidas Secas - Graciliano Ramos
Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos
“que GRACInha, LeIA ao longo dos aNOs,
de RAMOS delgados
são as VIDAS que passam SECAS
de sede: MEsMO RIAS DO CARCará
e chores pelos sEREs humanos.”
Resposta a “Não Li e Não Gostei…”, de Passa-Tempo.
Machado machadeia minha paciência
com seu estilo lítero-implicância
respeitado dentro dessa ciência
tiro o chapéu, mas não leio
e, pra mim, essa minha ignorância
não faz diferença, eu creio.
E você? De que autor você não gosta?