Duelos Literários

REVELE O ESCRITOR QUE EXISTE EM VOCÊ! NESTE BLOG PRETENDEMOS EVIDENCIAR A DIVERSIDADE DE INTERPRETAÇÕES NA COMPOSIÇÃO DOS TEXTOS. ESCREVA SOBRE OS TEMAS LISTADOS NAS CATEGORIAS (OU PROPONHA OUTROS), DEIXE SEU TEXTO EM “COMENTÁRIOS” E NÓS POSTAREMOS.

13 fevereiro 2009

Trote e Cia - por Raquel Aiuendi

 

 

- liga pra melancia?

- que raio de melancia é essa que tem telefone?

- melancia é minha mulher!!!

- ahan…

- liga pra melancia?

- falar o que???

- diz pra ela que não a encontrei na feira!!!!!

 

 

criado por shintoni    12:25 — Arquivado em: Diálogo, Para Rir, Raquel Aiuendi

O Amor Mais Disputado - por Passa-Tempo

 

 

Ha… Ha… Ha…
Morreu o Padroeiro da paixão,
Gargalhe na cova dos amores impossíveis,
Olhe a sete palmos,
Veja se são visíveis,
Os corações despedaçados
Por sentimentos atordoados.

 

Ha… Ha… Ha…
Ria mais um pouco,
Desça comigo neste túmulo
Verás que é apenas um acúmulo
De podridão amorosa jogada fora
Para ser comida por um Porco.

 

Ha… Ha… Ha…
Gargalhe com toda força,
Bote pra fora o sentimento,
Isso se ainda houver algum.
Não choramingue, não quero ouvir seu lamento,
Guarde essa dor pra você,
Pois quem entra aqui já está acabado,
Engula esse choro e morra pelo seu pecado.

 

Shuu…
Ria, mas lentamente,
Respire fundo e devagar,
Não precisa gargalhar,
Seu tempo se esgotou.
Parabéns, você morreu,
Seu coração parou
E o ódio o dominou.

 

Mas não se vingue,
A vingança te matará outra vez,
Ela virá como uma rosa espinhosa
Que desce pela sua garganta te rasgando
E envenenando.

 

Rs…
Agora, olhe para cima,
Pode continuar deitado,
Pago pra ver você levantar,
Agora aí é o seu lugar.
Leia, assim diz a lápide:
“Ninguém dorme de olho fechado,
O coração que se manteve enganado
Aqui jaz… o amor mais disputado.”

 

 

criado por shintoni    11:27 — Arquivado em: Aqui Jaz..., Para Rir, Passa-Tempo, Poesias

11 fevereiro 2009

Homem de Segunda Mão - por Ana Maria Guimarães Ferreira

 

 

Carros velhos, usados
Com defeitos a valer
Vazam óleo não engrenam
E que nas ladeiras da vida
Teimam em não subir

 

Voltam sempre para trás
Dão ré para os velhos caminhos
Não têm força na ladeira
E os pneus? Já tão velhinhos

 

Manual já não existe
Perdeu-se ao longo do tempo
A nova dona coitada
Deve ter sido tapeada
Comprando o exterior
Carro velho e batido
Carro usado e remendado
Por um excelente pintor

 

Com o tempo tudo volta.
Os defeitos são iguais
E a dona antes contente
Consegue um novo cliente
Para com todo jeitinho
Passar o bagulho pra frente!

 

 

criado por shintoni    12:59 — Arquivado em: Ana Maria Guimarães Ferreira, Para Rir, Poesias

7 fevereiro 2009

A Samurai Contra-ataca! - por Ana

 

 

Me chamou de Darth Vader!

Me chamou de ananás!

Tu não tava com Tupã:

Tu tava é com Satanás!

 

Pois saiba que samurai

Não balança e não cai.

E eu tava certa: sua volta

É o retorno de Jedi!

 

E vai se fazer de vítima

Lá em outra freguesia…

Cê não vê? Tu não convence…

Tu agride e acaricia…

 

Qual é a palavra que vale?

O que é verdade, afinal?

Tu quer guerra, tu quer paz?

Não se define! Vai mal…

 

Fica me desafiando

Pra partir pro telequete

Só porque tá protegida:

O duelo é na internet.

 

Meu teclado fica mudo?!

Assim tu já tá me irritando!

Quem ficou muda, ô xavante?

Com medo, só tocaiando?

 

Vê se se olha no espelho,

Vê a tua covardia,

Não taca pra mim seus “dotes”,

O seu jeito de enguia

 

Que escorrega aqui e ali,

Arisca, de lá pra cá,

Não é firme, é traíra,

Se esconde pra atacar.

 

Tu vai cuidar do planeta?!

Mas que raio de história é essa?

O que tem coisa com a outra?

Sai pra lá com esta conversa!

 

Mas que efeitos da guerra?!

Que guerra?! Da Palestina?

Tu pertence à Cruz Vermelha?

Tá maluca esta menina!

 

Da reconstrução da paz

Então você se imbuiu?!

Pra fazer rima perfeita

Meus dedos estão por um fio…

 

E eu sou gente muito boa!

Desequilibrada é a avó!

Ofendi coisa nenhuma,

Sua índia pataxó!

 

Amigas? Abraço de urso?

Mulher cruel do cangaço?

Resolve: vai pra que lado?

Já tá me dando cansaço!

 

Logo você, duas caras,

Vem falar de incoerência?

Todos sabem por aqui:

Tu domina esta ciência.

 

Eu amo é quem me ama.

Tu não fez por merecer.

E o duelo vai ter fim

Com você a apodrecer!

 

Alguém torce por você?

Tô sabendo disso não…

Alucina, a coitadinha…

Não tá aguentando a pressão.

 

Puxar saco dos meus fãs…

Não adianta nem tentar…

Eles são inteligentes:

Não se deixam enganar.

 

Tô certa ou errada, povo?

Vocês não são geniais?

Claro que são! É só ler

Seus posts daqui pra trás!

 

 

Resposta a “Eu Vos Digo:” e “Vader Retro, Ananás!”, de Raquel Aiuendi.

 

criado por shintoni    13:03 — Arquivado em: Ana, Para Rir, Poesias, Resposta

6 fevereiro 2009

Todo Psiquiatra é Louco Também - por Alba Vieira

 

 

Acaba doido…

Quem trata maluco é

Demente também.

 

 

criado por shintoni    14:21 — Arquivado em: Alba Vieira, Haikais, Para Rir

5 fevereiro 2009

Vader Retro, Ananás! - por Raquel Aiuendi

 

 

Ana, você deve até ser gente boa

Mas em muito equivocada

Verdade seja dita, você é pessoa

Um pouco desequilibrada.

 

Digo isso pelas ofensas

Que desferiu contra mim

Durante minha ausência

Assim esse duelo não terá fim.

 

Apresento aqui minha proposta

De resolver tudo em bons termos

De paz quem é que não gosta?

Proponho boas amigas sermos.

 

Ana, acho que você não tá nem aí

Pro fato de eu estar tentando aqui

Uma reconciliação diante de todo blog

Acho que esse duelo já está muito grog.

 

Sem mais delongas, deixo o meu recado

Seus ataques pelas costas, é um abraço

De urso, com certeza: tem magoado

Age como mulher cruel do cangaço.

 

Essa briga está tomando um vulto

Um tanto incoerente, até malvado

Cheguei de viagem, olha que susto!!!

O modo como tem me atacado.

 

Aqui me despeço, triste com certeza

Mas não desisto, Ana, de encontrar

Em você, de repente, sinal de beleza

Torço, um dia saberá o que é amar.

 

 

Resposta a “Antes Ela do que Eu!”, de Ana.

 

criado por shintoni    14:26 — Arquivado em: Para Rir, Poesias, Raquel Aiuendi, Resposta

Eu Vos Digo: - por Raquel Aiuendi

 

 

Sou Aiuendi, assim batizada

Pela aldeia muito amada

Lá sim eu sei, Ana, que você

Ninguém realmente vai querer.

 

Minha língua verdadeira

É paz, luz, lealdade e amor

Sua língua é só pauleira

Em meus ouvidos, só dor.

 

É covardia e quanta que é

Atacar pelas costas alguém

Será que você é mulher

De encarar no olho também?

 

Sei não, acho muito difícil

Sua lábia já mostra tudo

Diz que é cheia de artifício

No à vera o teclado fica mudo.

 

Vou andando por aqui mesmo

Não estou vagando a esmo

Preciso cuidar do planeta Terra

Pra amenizar os efeitos da guerra.

 

Como vê estou muito imbuída

Na reconstrução da paz

Se você for um pouco instruída

A aceitará sem mas, mas.

 

Por aqui ficando seguirei

Desejando a todos os fãs

De Ana paz e uma vida sã

É tudo que sempre desejarei.

 

Àqueles que por mim torcem

Serei agora e sempre agradecida

Seus caminhos nunca entortem

Suas bênçãos sejam engrandecidas.

 

 

Resposta a “O Retorno de Já Vai…”, de Ana.

 

criado por shintoni    13:37 — Arquivado em: Para Rir, Poesias, Raquel Aiuendi, Resposta

O Retorno de Já Vai… - por Ana

 

 

Ih! Indiazinha voltou!

Foi da mata ou do deserto?

Aldeia + chuva de areia?

Este troço não tá certo!

 

Voltou foi do mundo dos mortos:

Expulsou-a o deus Tupã,

Não aguentou a choradeira

Da produtora-artesã.

 

E já voltou atentando,

Desfiando desaforo,

Depois berra agonizando…

Não sou eu que te socorro.

 

Covarde coisa nenhuma!

Meça bem suas palavras!

Eu me irrito, te acorrento

E te faço minha escrava!

 

Eu já tô de saco cheio

De conversa enviesada:

Me acusa de covardia

E propõe paz, a aluada!

 

Reconciliar pra quê?

Me dê só um bom motivo

Pra esquecer suas ofensas

E te tirar do castigo

 

De ser sempre rebatida

De forma tão genial,

Tão perfeita, tão Serena…

E tu deSafina legal…

  

Lá vem ela com inglês…

Raquel, tu não me provoque!

Se continuar com a graça

Eu te mando o meu Baioque!

 

E acaso eu tenho culpa

De ser simpática à beça?

Você tá é com inveja…

Índia-ninja magricela!

 

Te importunar não ia mais,

Patrocinei até velório!

Dancei a tal dança da chuva

E rezei no oratório!

 

Mas tu volta a infernizar,

Diz que viajou… É mesmo?

Acho que tava é de tocaia,

Porque se tu anda é a esmo.

 

E tendo deixado, ô Aiuendi,

Estas linhas a você,

Me despeço já sabendo

Que logo tu vai morrer.

 

Pelas palavras que li,

Vai morrer desidratada

De tanto chorar sozinha

Vendo o quanto eu sou amada

 

Pelo fã-clube dileto

Que surgiu tão de repente

Das páginas do Duelos.

Como é legal esta gente!

 

 

Resposta a “O Retorno da Guerreira”, de Raquel Aiuendi. 

 

criado por shintoni    11:18 — Arquivado em: Ana, Para Rir, Poesias, Resposta

4 fevereiro 2009

Consequências do Casamento - por Ana

 

 

Envenenamento - Ocorre aos poucos ou de uma só vez, logo de cara, dependendo do outro sujeito.

Testamento - Você deve fazer, logo que possível, após o duro golpe, pois nunca se sabe quanto tempo você poderá agüentar.

Oferecimento - Da sua parte ao outro, de tudo que você possui de bom.

Impedimento - Total.

Tormento - Eterno.

Estranhamento - Às vezes de você consigo próprio, às vezes dos outros em relação a você; na maior parte das vezes ocorre uma junção dos dois tipos.

Alheamento - Total: você só tem olhos, ouvidos, boca, nariz, pele, corpo e alma para o outro sujeito.

Afrontamento - Todas as suas crenças e ideais são afrontadas de imediato, muitas vezes, ainda durante a lua de fel.

Defloramento - Violento, absolutista, traumático, total, de tudo que você possui de melhor.

Apedrejamento - Diário, incansável, inquisidor, sádico, até sua desfiguração completa.

Refinamento - De todas as características de seu lado negro: cinismo, falsidade, adulação, fingimento, bajulação etc.

Passamento - Se dá de imediato: você passa de tudo de bom a nada que preste.

Arrebatamento - Todas as suas qualidades e atrativos são arrebatados para um arquivo morto interno que você nem sabia que existia e não sabe onde se localiza.

Aprisionamento - Também ocorre de imediato, podendo ser efetivado de diversas formas: através de coleiras, grades, paredes, porém a maneira mais usual é pelo uso de alianças.

Tratamento - Você vai precisar, em algum momento; os que têm sorte, só depois de 5 anos com o semsorte.

Confinamento - Num mundo estático, televisivo e cinzento. Sem plim-plim.

Acastelamento - De repente você se encontra presa naquele castelo dos seus sonhos, só que é um tremendo pesadelo e, para seu desespero, você é uma Rapunzel careca.

 

 

criado por shintoni    11:30 — Arquivado em: Ana, Casamento, Para Rir

2 fevereiro 2009

Verdade? - por Ana

 

 

- Verdade?

- Verdade!

- Verdade mesmo?

- Verdade, tô falando!…

- Tá de brincadeira…

- É sério!

- Mentira…

- Verdade, garota!

- Fala sério!…

- Serinho…

- Não acredito… Verdade?

- Então não é?

- Se tu tá dizendo…

- Tô dizendo!

- Humm… brincou…

- Brinquei nada!

- Mas… é verdade?!

- Verdade verdadeira!

- Mesmo?

- Mas que coisa! É verdade!

- Então tá. Verdade.

 

 

criado por shintoni    10:10 — Arquivado em: Ana, Diálogo, Para Rir, Verdade

1 fevereiro 2009

Reflexões de um Picolé para Toda a Família - por Bruno D’Almeida

 

 

Todos estavam à espera do picolé. Era um daqueles dias em que a família inteira vai à praia, e digo a família com todas as suas nuances, performances, fuxicos e penduricalhos: pai, mãe, tia, noras, irmãos, agregados, cunhadas e genro de cara feia. E as crianças! Crianças gordinhas peraltas correndo com meleca escorrendo pelo nariz, pequenos torresmos empanados com areia rolando pelo chão, se jogando na água, trocando tapas por causa de um carro amarelo. Naquele sol escaldante fritando o juízo, a areia esquentando os pés, as crianças começavam a fazer seqüestro emocional pedindo lanchinho. Picolé, pensou Horácio, uma boa pedida para refrescar a boca sem esvaziar muito o bolso.

Passa o primeiro vendedor de picolé com caixinha de isopor no ombro, gritando eu tenho amendoins, cajá, coco, acelora, leite condensado, limão, goiaba, chocolate e tapioca, olha o picolé, olha o picolé! Oitenta centavos. Caro. Eis que passa outro com seu carrinho gritando eu tenho Capelinha, picolé Capelinha! As criancinhas mal-educadas gritavam, agarravam o pobre coitado, aquelas que toda família ri amarelo passando a mão pela cabeça dizendo é assim mesmo, é criança. Horácio Osvaldo perguntou ô Picolé, quanto tá o seu picolé? cinquenta centavos? Barato assim deve estar ruim, pensou o patriarca da família-mosaico.

 

Barato não senhor, respondeu o vendedor. É que eu compro de lote, aí eu vendo mais e ganho mais! Horácio ficou calado ouvindo. Eu compro picolé de fornada, todo dia eu vou na fábrica e dou três viagem, chega antes do Farol da Barra eu vendi uma fornada, no Farol vendo mais uma e outra depois. Tem gente que vende caro, o picolé derrete, fica boiando, eu só compro de amendoins, cajá e coco, porque todo mundo aqui na praia toma mais desse sabor, aí não tem sobra, eu não tomo prejuízo. Quantos vai ser? Dezoito, falou Horácio pensativo e radiante.

 

Foi aquela festa. Todo mundo chupando picolé, genro pegando dois, as noras adorando o picolé de coco, a tia falando esse de cajá é uma delícia, a filha pensando nas calorias, as criancinhas felizes melando a cara, derretendo picolés de amendoim pelas mãos e limpando na barriga de areia. Horácio via aquele ambulante, que mal sabia falar, dando aulas intuitivas de capital de giro, marketing, logística de distribuição e comportamento do consumidor sem nunca ter feito uma faculdade. Imagine se fizesse, pensava. Quantas pessoas têm potencial e estão aí vendendo picolé na praia, podendo, com estudo, ser donos de redes de sorveteria? Pausa para reflexão praieira.

 

A diversão da família era para Horácio, naquele momento, uma janela para a esperança, uma reflexão sobre o sentido da vida muito além das músicas de Roberto Carlos. Nosso Brasil precisa de estudo, nosso povo é extraordinário, precisamos de um batalhão de vendedores de picolé como esse cara, divagava Horácio falando pro genro, que balançava a cabeça concordando com o sogro, soltando grunhidos e chupando o picolé da esposa, uma mulher linda e esguia que estava com medo de engordar.

 

Mas nosso protagonista-mor nem teve tempo para muita reflexão. A netinha xodó da família acabara de deixar seu picolé de amendoim cair no chão e chorava feito uma condenada, a mãe ameaçava dar tapas pra menina calar a boca, a avó condenava e dizia que a netinha precisava de carinho, e o pobre do Horácio saía correndo em vão pela praia atrás do vendedor de picolé Capelinha, aquele mesmo que dava aulas de economia informal e transformava cinqüenta centavos em mágica gelada no palito. Ninguém via o ambulante, devia estar a caminho da maravilhosa fábrica de sorvetes e de oportunidades.

 

 

 

Bruno D’Almeida - comendocomfarinha.blog.terra.com.br

 

criado por shintoni    21:31 — Arquivado em: Bruno D'Almeida, Crônicas, Para Rir, Praia

Antes Ela do que Eu! - por Ana

 

 

E a tal índia, heim, gente?

Acho que, enfim, desistiu…

Seguiu conselho de Alba,

Pegou o balaio e partiu.

 

Partiu desta pra melhor

Pela flecha envenenada,

Deu suspiro de dar dó,

Esta semana foi velada

 

Lá na tribo em que mora,

Com muita lamentação:

Seus pares, tão revoltados,

Cuspiram no seu caixão.

 

Foi duelar na Internet,

Tentando ficar famosa,

Mas se deu mal legal!

Uma derrota vergonhosa!

 

Honras fúnebres indígenas?

Não teve nenhuma, não:

Sem tanga, cocar, peninha…

O caixão? De liquidação.

 

Agora lhes conto um segredo:

A tribo dela é canibal,

Mas declinaram o banquete

Com medo de passar mal.

 

Porque eles só se alimentam

Daqueles que são valorosos,

Se comerem carne fraca

Terão destinos escabrosos.

 

Mas a família convidou

Uns ninjas lá seus colegas

E eles disseram: “Não!

Nós vamos é fazer festa!

 

Ela, feio, desonrou

Nosso bom nome na praça:

Não merece nem lembrança,

O que merece é desgraça!”

 

Assim, aqui eu vos peço

Um minuto de silêncio

Pela alma de Aiuendi

Enquanto eu acendo o incenso.

 

Como parte dos serviços

Eu vos digo que valeu,

Mas devo ser bem sincera:

Antes ela do que eu!

 

E vou dançar dança da chuva

Como homenagem também,

Pra lembrar lá do início

E de todo o vaivém.

 

Por aqui eu me despeço,

Outras coisas me entretêm,

Pra você lhe digo, amiga:

Vá em paz! Adeus! Amém!

 

 

criado por shintoni    10:22 — Arquivado em: Ana, Para Rir, Poesias

31 janeiro 2009

Comendo Camisetas - por Maria Carolina Nogueira Cobra Vitali

 

 

Foi mais ou menos assim…

 

A família vivia um momento, digamos, de aperto financeiro.

O casal procurava sempre deixar o pequeno, de 5 anos, a par da situação. Claro que dentro de uma linguagem que ele pudesse compreender.

Mas talvez, papai e mamãe não percebessem o quanto ele estava “ligado”!!!!

Então, deu-se o episódio…

As camisetas do uniforme escolar estavam em petição de miséria. Terra vermelha, restos de lanche deliciosamente escorridos, sujeira do “playground” etc.

O vovô ensinou:

- Passe sabão em pedra azul!!! Vai clarear o tecido.

A vovó disparou:

- Ferva as camisetas!!! Elas ficarão clarinhas, clarinhas.

Assim, a mamãe atacou as camisetas, esfregou-as com afinco e tchummm, panela a dentro!

O Pequeno olhou, olhou… Estava absolutamente desconfiado daquela façanha. E largou:

- Mamãe, eu sabia que a situação estava difícil… mas não sabia que era tanto!!!!

- Como assim? – disse a mamãe.

- EU NÃO QUERO COMER CAMISETAS!!!

A mãe olhou-o sem poder compreender aquela observação.

- Filho do que você está falando?

- Mãe, você está COZINHANDO minhas camisetas!!!!! Eu não quero comer camisetas.

A mamãe não aguentou aquilo e entre risos e lágrimas compreendeu a preocupação da criança.

Não bastasse o que já havia concluído, ele diz:

- Mãe, eu tenho R$ 20,00 na minha carteira. Pode pegar e ir ao supermercado…

A mamãe deu um enorme abraço no filhote e agradecendo explicou que a situação já não estava tão difícil. E ele, claro, compreendeu e riu muito. E eles partiram para o supermercado.

 

E essa foi apenas mais uma história eternizada por aquela família tão apaixonada.

 

 

criado por shintoni    10:46 — Arquivado em: Crônicas, Maria Carolina Nogueira Cobra Vitali, Para Rir, Preciosidade

30 janeiro 2009

Pleck… Pleck - por Ana Maria Guimarães Ferreira

 

 

Sento-me à mesa. A televisão fala qual matraca velha. É um sobe e desce. Notícias boas… sobe… notícias ruins… desce!
Eu desço cristais, velas, toalhas bonitas. Desço escadas, desço salas, desço as más caras e me deixo meditar…
Aquele ser abjeto que me irrita. Que muda meus sonhos, minhas fantasias emocionais, sexuais, neuróticas…
Que não me deixa ficar concentrada com seu barulhinho infernal… pleck… pleck…
Boris Casoy começou a falar. Presto atenção na notícia importante que ele informa. De repente… pleck! lá se foi Boris Casoy e em seu lugar aparece o Silvio Santos com aquele seu sorriso amarelo e mexendo com a minha imbecilidade e com a das pessoas que, como eu, caem na besteira de assisti-lo… 7 ou 12?
Tento olhar para os dois concorrentes, estudar rostos, expressões faciais (minha tara de psicóloga) e quando estou quase indo…
Lá vem ele… pleck! E Silvio sai pela esquerda e aparece a Senhora do Destino… Maria do Carmo com o traste do ex-marido e as angústias reprimidas do amor do companheiro Dirceu.
Chego a suspirar por ela e com ela, e meus olhos fixos na telinha esperam o reencontro, mas eis que, não mais que de repente… pleck!
Ah… Friends. Levei mais de um mês para sacar o seriado. Estava até começando a gostar, mas… Pleck! Friends saiu do ar e entrou Netinho… uhnnnnn
Levanto, vou até o quarto, parece que ouvi de novo o miserável do pleck!
Volto correndo… afinal, quem verei ou o que conseguirei ver sem ser aos pedaços?
A quem ficarei fiel: à Globo, ao SBT, à Record ou à Net?… Qualquer coisa, pelo amor de Deus, mas Pleck não!

 

Por que Deus colocou na cabeça dos homens essa infernal vontade de ter o controle da TV nas mãos?

 

 

criado por shintoni    10:05 — Arquivado em: Ana Maria Guimarães Ferreira, Controle, Crônicas, Para Rir

28 janeiro 2009

Olhando o Lado Bom do Desemprego - por Ana Maria Guimarães Ferreira

 

 

Esse texto é em homenagem a minha amiga Silvania que ficou desempregada e estava muito triste e preocupada. Como ela, muitos que se encontram nessa situação, sentem-se tristes e acabam só enxergando um lado - o lado ruim, o de engrossar a fileira dos PHD’s. Mas existe um outro lado - o lado bom. Quem foi a adolescente que não leu Pollyana? “Todo lado ruim, tem seu lado bom”.
Pensando nisso, resolvi listar para a minha amiga o lado bom do desemprego e assim fazê-la sorrir e esquecer as preocupações…
Pesquisei, entrevistei e me interessei e acabei fazendo uma listinha de itens que, com certeza darão ao desemprego um ar mais feliz.

 

1. Acordar tarde - Imagine o despertador do celular mudinho, dentro da bolsa até a hora que você quiser. Nada de acordar com aquele sonzinho irritante.

2. Não ter o que fazer - Simplesmente não fazer nada, absolutamente nada que não quiser. Olhar, olhar, pensar e não ter o que fazer por obrigação.

3. Não ter chefe - Quer coisa melhor do que não ter chefe enchendo o saco, reclamando de tudo, encontrando erros nas coisas que você fez com o maior amor do mundo? Aquele ser que te cobra e não te dá nada nem um muito obrigado por você acordar cedinho, fazer um bolinho e levar para o café da manhã do chefe e, é claro, dos colegas, enfrentar o espera-espera de uma vaga no estacionamento e nem um muito obrigado?

4. Não ter horário para almoçar - Acordar às 11 horas com o sol na cara e de pijama ir tomar café como se fossem 5 horas. Almoçar às 4 da tarde e pensar que você pode emagrecer e economizar fazendo apenas 2 refeições?

5. Economia de combustível - Você não mais ficará chateada como quando enchia o tanque do carro e ele acabava em uma semana de tanto engarrafamento que você pegava, o vai-e-vem casa- trabalho, trabalho-casa. Agora seu carro fica quietinho na sua porta, só saindo nos finais de semana ou se pintar uma chance de emprego. Economizar, essa é a palavra chave!

6. Jogar paciência - Pense que coisa boa. Você estressada jogando paciência para desestressar e de graça…

7. Sem plano de saúde, sem doença - Você vai curar tudo, pois tudo é psicológico. Sem plano de saúde, sua saúde vira de ferro. É inacreditável!

8. Usar a internet dia e noite - Quando no seu trabalho você podia abrir seus e-mails? Só podia acessar os sites oficiais. Assim, você poderá colocar em dia aqueles 300 e-mails que você nunca leu nem respondeu.

9. Caminhar no Parque da Cidade - Imagine o ar fresco, o contato com a natureza: nos dias de hoje, contato é a palavra-chave nem que seja com a mãe natureza. Outra coisa boa: você pode treinar correr e assim, quando nada, concorrer nas olimpíadas ou mesmo correr dos cobradores, pois você estará bem treinada.

10. Excesso de liberdade - Já pensou bem nisso? “Liberdade, liberdade abre as asas sobre nós” Que sensação gostosa!

11. Pesquisar, testar e concorrer com uma receita especial no concurso da Knorr e ainda abocanhar o prêmio; se você não tinha tempo, agora tem de sobra, portanto, mãos à obra!

12. Assistir todo o dia o “Hoje em Dia”, anotar todas as dicas e, quem sabe, conseguir descobrir qual o número que abre o cofre do Brito. Se você estivesse trabalhando perderia as dicas e não conseguiria nada. Viu só que legal?

13. Finalmente o mais sonhado de todos: Ter tempo, muito tempo para pensar nos números, verificar estatísticas e tentar ganhar na MEGA SENA e assim deixar de ser desempregada para ser MILIONÁRIA!

 

Mas se nada disso te alegrar, pense que você tem o SEGURO DESEMPREGO e, com isso, 3 meses de alegria, alegria!

 

 

criado por shintoni    8:51 — Arquivado em: Ana Maria Guimarães Ferreira, Liberdade, Para Rir, Recado

27 janeiro 2009

Comigo Ninguém Pode! - por Ana

 

 

Depois que voltei dos mortos

Pela mão do deus Casé,

Fiz entrada triunfal,

E, como sempre, de pé,

 

Impávida, portentosa,

Altiva, vitoriosa,

Magnífica, poderosa,

Retumbante e gloriosa.

 

Mas a tal ninja, tadinha!…

Tá sempre de pé quebrado!

Conforme ela mesma disse

No texto que tá postado.

 

Disse mais umas besteiras

Que eu vou ignorar,

Não valem gastar meu tempo,

Mas outras cê vai encarar!

 

Ô índia, quem foi que correu?

Eu corri de tu foi nada!

Mas me chamar de cachorra

Foi baixaria danada!

 

Eu que não ia aceitar

Duelar desta maneira.

Voltei atendendo a pedidos

E porque eu sou guerreira.

 

Voltei também, vou dizer,

Porque li duas respostas

Que você postou depois

E estavam mais compostas.

 

Nestes termos então eu sigo,

Luto um milhão de rounds.

(Mas não serão necessários:

Logo tu vai a nocaute!)

 

Diz não ter medo de chuva

E eu vou dizer o porquê:

Tu tem casa e, quando pinga,

Corre pra se proteger.

 

Tá lá no “Noite de Chuva”,

Você não me deixa mentir!

Vive se contradizendo…

Não sei quem tu quer iludir.

 

E tá morrendo de medo,

Quer o Casé como escudo

Pra desviar a atenção,

Pois sabe que não me iludo.

 

Casé, amigo, é bem-vindo,

Se quiser participar,

Mas atente à covardia:

O que ela quer é te usar

 

Como nuvem de fumaça.

Tu não conhece os ninjas?

Apanham e dão no pé.

(Se eu errar, me corrija.)

 

E pra não serem mais feridos

Eles agem de má-fé:

Distraem os opositores.

Não cai nessa, ó Casé!

 

E antes de terminar

Este round do duelo,

Não posso deixar de lembrar

Dos elogios singelos

 

Que recebi dos leitores

Que acompanham, sorridentes,

Esta saga inspirada

Em desafios frequentes.

 

Agradeço à minha torcida:

A Rosa, Vicenzo, Adhemar…

Mando beijos para todos!

Não vou decepcionar!

 

 

Resposta a “Esse é Pra Quem Foge”, de Raquel Aiuendi.

 

criado por shintoni    10:27 — Arquivado em: Ana, Para Rir, Poesias, Resposta

Amanhã - por Adir Vieira

 

Amanhã vou começar “aquela” dieta.
Decidi isso agora, quando me olhei no espelho de perfil.
Amanhã, prometo, vou começar. Tão decidida estou, que vou esvaziar o freezer das esfirras e sanduíches naturais preparados para a semana. Não posso tê-los perto como tentação.
Decidi mesmo, vou começar.
Preparei todos os artefatos necessários para não voltar atrás nesse momento de total decisão.
Já preguei na porta da geladeira minha foto preferida, aquela que me mostra quinze quilos a menos, aquela em que de frente, de perfil, de costas, pode se ver os ossos, hoje tão escondidos.
Junto a ela, outra e mais outra, onde o sorriso – a boca era maior ou a gordura encobriu-a em parte – era de poderosa.
Tirei do guarda-roupa peças de tamanhos menores e jurei que em mim entrariam, pelo menos, daqui a duas semanas.
Separei revistas com dietas de todos os tipos e amanhã vou escolher a melhor, aquela que me fará, sem sacrifícios ou não, atingir o meu objetivo hoje – o de começar uma dieta amanhã!

 

criado por shintoni    8:37 — Arquivado em: Adir Vieira, Amanhã, Crônicas, Para Rir

E o Celular, Heim, Gente????? - por Portugal Moura

 

 

NOSSA, QUE INVENÇÃO MARAVILHOSA ESTA, HEIM????
VIVA O CELULAR!!!
HUMMM……..SERÁ?????

 

Ele veio para ajudar, claro, mas tem momentos que é uma chatice!
Nossa privacidade foi pras “cucuias”
Todo mundo nos acha, e mesmo sabendo que temos o direito de desligá-lo quando bem quisermos, não o fazemos porque nos tornamos, mesmo, escravos desta coisinha pequenina.
Como ficar sem ele?
IMPOSSÍVEL!
Sem o telemóvel parece que estamos sem roupa, tal é a força que damos a ele.
Como será que nossos antepassados viveram sem ter na bolsa, nas mãos ou no bolso um celular?
VIVERAM MUITO BEM, COM CERTEZA!!!!
É aquela história: quem tem, já não vive sem!
Longe de mim negar sua importância e utilidade, quantas situações que nós vivemos ou vimos outros viverem que, graças a ele, nos salvaram?
Negócios são realizados em plena rua em movimento, brigas com namorado, marido ou amante já aconteceram numa ligação de celular.
É, minha gente através dele, foram recebidas boas e más notícias e tudo isso eu já presenciei, ou seja, OUVI, em alto tom!

 

Seja na rua, seja em ambientes fechados, muitos perderam o senso e parece que querem fazer, de uma ligação, o palco de suas alegrias, de sucessos ou fracassos de negócios, de tristezas, das quais o nosso bom amigo o celular, não é capaz de nos poupar!
Que fazer?
Quando ele não existia, vivíamos muito bem sem ele, agora, IMPOSSÍVEL!!!
Bem, o progresso e as grandes invenções estão por aí e junto com elas, nós, seres humanos que fazemos destas mesmas invenções nossas prisões e, ao utilizarmos, conseguimos muitas vezes nos tornar RIDÍCULOS! rsrsrsrsrs

 

Quem é que já não falou num celular em tom de voz tão alto que os que estavam a sua volta puderam ser espectadores desta conversa????

 

CADÊ MEU CELULAR, GENTE?????

 

E VIVA O TELEMÓVEL!!!!

 

 

criado por shintoni    8:15 — Arquivado em: Novos Tempos, Para Rir, Portugal Moura

26 janeiro 2009

Cada qual com seu cada qual… - por Rosa Cancian

 

“Natal noite de luz
Carnaval noites de nus.”

 

criado por shintoni    14:57 — Arquivado em: Cada qual com seu cada qual..., Para Rir, Poesias, Rosa Cancian

Para Rir

 

Crie um texto engraçado e deixe aqui, em “comentários”, que nós postaremos.

 

criado por shintoni    14:28 — Arquivado em: Para Rir

25 janeiro 2009

Deixa Disso… - por Alba Vieira

 

 

Casé, meu caro Casé!…

Não estimula este jogo,

Não põe lenha na fogueira

Ou a briga começa de novo.

 

É bom deixar de firula,

Isto é uma grande besteira,

Estas duas se engalfinham

Nas letras e de outras maneiras,

 

Posto que uma é xavante,

A outra é cheia de si,

Não gosto destes embates…

Vou ficando por aqui.

 

 

 Resposta a “Pedido”, de Casé Uchôa.

 

criado por shintoni    17:20 — Arquivado em: Alba Vieira, Para Rir, Poesias, Recado, Resposta

Esse é Pra Quem Foge - por Raquel Aiuendi

 

 

O duelo não cessa

Pra quem ri à beça

Pra nós é papo sério

Portanto, sem mistério

Se Ana é Samurai

Posso ser Ninja, mai

Valendo da rima do Casé

Ana que não se restrinja

Minha rima sempre dá pé

Quebrado ou engessado

Quem tá interessado?

Desafio também ao duelo

O amigo poeta Casé

Que pode entrar nessa

Se quiser ou se verve tiver

Duelo sempre em bom tom

Sempre é tão, tão bom.

Mas não me esqueci da Ana:

Se eu estou diplomada

Não é daquilo nada

Você tem pinta de bacana

E eu é que passo por ralé?

Pois te falo na maió fé

Quem tá na moral

Do ringue não corre

Valentia não morre

Nem posa de `a Tal´

Medra e foge no final.

Tô aí pra outro round

Daqui não saio,

Também não caio

Não tiro as luvas

Mas sou muito forte

Sem medo de chuvas

Entro pra me molhar

E não deixo de rimar.
Por enquanto é só, inté
Pra Ana, todos e Casé.

 

     

Resposta a “Pedido”, de Casé Uchôa;

“Entendi e Não Gostei” e “Isso é Pra Quem Pode”, de Ana.

 

 

criado por shintoni    15:02 — Arquivado em: Para Rir, Poesias, Raquel Aiuendi, Resposta

Alma em Pé! - por Adhemar

 

 

Se todos os dias fossem como hoje…
É que saí de mim.
Fui me contemplar,
mais que à distância
e ver se me enxergo na ótica real.
Vejo-me pelado,
completamente nu!
E bem assentado
no vaso sanitário,
tendo entre as mãos
um livro imaginário.
Cara de otário,
lerdo, espinhento,
sim, minha matéria
chega a fazer dó;
viro-me ao espelho,
alma,
me contemplo em pé.
Cabelos alinhados,
esbelto, elegante,
ar safado e belo,
magro e bom de bola,
poeta de mão cheia,
amado e bom de tudo!
Isso não bastasse,
um sorriso lindo…

 

Mas olho para mim,
tranqüilo, ainda sentado,
ar apalermado
e eu me pergunto:
entre esses “eus” dois,
qual é o mais humano?
E volto pra matéria,
o gordo está dormindo…

 

 

criado por shintoni    14:36 — Arquivado em: Adhemar, Dualidade, Minha Alma, Para Rir, Poesias

Alpendre das Almas - por Raquel Aiuendi

 

Ao pendurar as almas
Tenham cuidado
Para que não caiam
Pois o chão está
Molhado.

 

criado por shintoni    12:33 — Arquivado em: Alpendre das Almas, Para Rir, Poesias, Raquel Aiuendi

Isso é Pra Quem Pode! - por Ana

 

 

Oba! Ganhei fã-clube!

Muito obrigada, ó Casé!

Cê viu só, dona Raquel?

Se tu não qué, tem quem qué

 

Ler as palavras que escrevo

Na maior inspiração,

Mesmo que pra responder

À sua má-criação.

 

E atendendo ao pedido

Que foi feito por Casé,

Retiro o que decidi:

Eu volto, dou marcha à ré.

 

Agora… eu só não sei

Se eu sou ninja ou samurai…

Acho que escolho o segundo,

Pois te corto sem um ai.

 

Então, sua ninja potiguara,

Traz arco, flecha, tacape,

Vem, cai dentro, se puder,

Duvido que tu me escape.

 

E pode complementar

Com estrelas assassinas,

Correntinhas e ventosas…

Só meu olhar te elimina!

 

Eu posso lutar com espada,

Usar lança ou bastão,

Mas, pra quebrar teu galho,

Eu vou duelar na mão.

 

Sou samurai de respeito,

Pela honra eu me guio,

Ao contrário de uns e outros…

Seu ninja escorregadio

 

Que posta bobagem à beça,

Sempre com o sai-não-sai…

Que vai ficar, todos sabem,

A me atentar com seus ais.

 

Me falta criatividade?!

Então tu não sabe ler!

E se sabe, tá provado:

Não consegue compreender!

 

Ainda parte pra agressão:

Vem me chamando de insana!

Vai tomar banho de rio,

Vai brincar com a tua iguana!

 

Feliz eu sou, e é muito!

Tanto!… Que nem você,

Com sua conduta imprópria,

Consegue me aborrecer.

 

E todo mundo já viu

Que tu sabe algum inglês,

Não precisa ficar mesclando

Esta língua ao português.

 

Eu acho que tu faz isso

Só pra me provocar,

Pra lembrar lá do início,

Pra coisa não esfriar.

 

E quem foi que falou em zen?

Tu tá pirada, guria?

Tenho é muita paciência…

Coisa que ninguém teria…

 

E eu não preciso apelar,

Perder tempo com quimera,

Por isso te dou as costas

E vou, triunfal, pra galera!

 

Agradeço os elogios,

Os aplausos da platéia!

Sinto muito, Passa-Tempo,

Vou continuar com a idéia

 

De duelar com essa índia:

Equilíbrio da flecha é a pena.

A dela tá torta, doida;

A minha, certeira, envenena,

 

Faz cair, de vez, ao chão,

A nipônica xavante!

Vai jazer de morte súbita!

Não há pajé que te levante!

 

 

Resposta a “Pedido”, de Casé Uchôa;

“Esclarecimento” e “…E Tenho Dito”, de Raquel Aiuendi;

“Julgamento e Desafio”, de Passa-Tempo.

 

criado por shintoni    11:05 — Arquivado em: Ana, Para Rir, Poesias, Resposta
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