13 fevereiro 2009
Trote e Cia - por Raquel Aiuendi
- liga pra melancia?
- que raio de melancia é essa que tem telefone?
- melancia é minha mulher!!!
- ahan…
- liga pra melancia?
- falar o que???
- diz pra ela que não a encontrei na feira!!!!!
- liga pra melancia?
- que raio de melancia é essa que tem telefone?
- melancia é minha mulher!!!
- ahan…
- liga pra melancia?
- falar o que???
- diz pra ela que não a encontrei na feira!!!!!
Ha… Ha… Ha…
Morreu o Padroeiro da paixão,
Gargalhe na cova dos amores impossíveis,
Olhe a sete palmos,
Veja se são visíveis,
Os corações despedaçados
Por sentimentos atordoados.
Ha… Ha… Ha…
Ria mais um pouco,
Desça comigo neste túmulo
Verás que é apenas um acúmulo
De podridão amorosa jogada fora
Para ser comida por um Porco.
Ha… Ha… Ha…
Gargalhe com toda força,
Bote pra fora o sentimento,
Isso se ainda houver algum.
Não choramingue, não quero ouvir seu lamento,
Guarde essa dor pra você,
Pois quem entra aqui já está acabado,
Engula esse choro e morra pelo seu pecado.
Shuu…
Ria, mas lentamente,
Respire fundo e devagar,
Não precisa gargalhar,
Seu tempo se esgotou.
Parabéns, você morreu,
Seu coração parou
E o ódio o dominou.
Mas não se vingue,
A vingança te matará outra vez,
Ela virá como uma rosa espinhosa
Que desce pela sua garganta te rasgando
E envenenando.
Rs…
Agora, olhe para cima,
Pode continuar deitado,
Pago pra ver você levantar,
Agora aí é o seu lugar.
Leia, assim diz a lápide:
“Ninguém dorme de olho fechado,
O coração que se manteve enganado
Aqui jaz… o amor mais disputado.”
Carros velhos, usados
Com defeitos a valer
Vazam óleo não engrenam
E que nas ladeiras da vida
Teimam em não subir
Voltam sempre para trás
Dão ré para os velhos caminhos
Não têm força na ladeira
E os pneus? Já tão velhinhos
Manual já não existe
Perdeu-se ao longo do tempo
A nova dona coitada
Deve ter sido tapeada
Comprando o exterior
Carro velho e batido
Carro usado e remendado
Por um excelente pintor
Com o tempo tudo volta.
Os defeitos são iguais
E a dona antes contente
Consegue um novo cliente
Para com todo jeitinho
Passar o bagulho pra frente!
Me chamou de Darth Vader!
Me chamou de ananás!
Tu não tava com Tupã:
Tu tava é com Satanás!
Pois saiba que samurai
Não balança e não cai.
E eu tava certa: sua volta
É o retorno de Jedi!
E vai se fazer de vítima
Lá em outra freguesia…
Cê não vê? Tu não convence…
Tu agride e acaricia…
Qual é a palavra que vale?
O que é verdade, afinal?
Tu quer guerra, tu quer paz?
Não se define! Vai mal…
Fica me desafiando
Pra partir pro telequete
Só porque tá protegida:
O duelo é na internet.
Meu teclado fica mudo?!
Assim tu já tá me irritando!
Quem ficou muda, ô xavante?
Com medo, só tocaiando?
Vê se se olha no espelho,
Vê a tua covardia,
Não taca pra mim seus “dotes”,
O seu jeito de enguia
Que escorrega aqui e ali,
Arisca, de lá pra cá,
Não é firme, é traíra,
Se esconde pra atacar.
Tu vai cuidar do planeta?!
Mas que raio de história é essa?
O que tem coisa com a outra?
Sai pra lá com esta conversa!
Mas que efeitos da guerra?!
Que guerra?! Da Palestina?
Tu pertence à Cruz Vermelha?
Tá maluca esta menina!
Da reconstrução da paz
Então você se imbuiu?!
Pra fazer rima perfeita
Meus dedos estão por um fio…
E eu sou gente muito boa!
Desequilibrada é a avó!
Ofendi coisa nenhuma,
Sua índia pataxó!
Amigas? Abraço de urso?
Mulher cruel do cangaço?
Resolve: vai pra que lado?
Já tá me dando cansaço!
Logo você, duas caras,
Vem falar de incoerência?
Todos sabem por aqui:
Tu domina esta ciência.
Eu amo é quem me ama.
Tu não fez por merecer.
E o duelo vai ter fim
Com você a apodrecer!
Alguém torce por você?
Tô sabendo disso não…
Alucina, a coitadinha…
Não tá aguentando a pressão.
Puxar saco dos meus fãs…
Não adianta nem tentar…
Eles são inteligentes:
Não se deixam enganar.
Tô certa ou errada, povo?
Vocês não são geniais?
Claro que são! É só ler
Seus posts daqui pra trás!
Resposta a “Eu Vos Digo:” e “Vader Retro, Ananás!”, de Raquel Aiuendi.
Acaba doido…
Quem trata maluco é
Demente também.
Ana, você deve até ser gente boa
Mas em muito equivocada
Verdade seja dita, você é pessoa
Um pouco desequilibrada.
Digo isso pelas ofensas
Que desferiu contra mim
Durante minha ausência
Assim esse duelo não terá fim.
Apresento aqui minha proposta
De resolver tudo em bons termos
De paz quem é que não gosta?
Proponho boas amigas sermos.
Ana, acho que você não tá nem aí
Pro fato de eu estar tentando aqui
Uma reconciliação diante de todo blog
Acho que esse duelo já está muito grog.
Sem mais delongas, deixo o meu recado
Seus ataques pelas costas, é um abraço
De urso, com certeza: tem magoado
Age como mulher cruel do cangaço.
Essa briga está tomando um vulto
Um tanto incoerente, até malvado
Cheguei de viagem, olha que susto!!!
O modo como tem me atacado.
Aqui me despeço, triste com certeza
Mas não desisto, Ana, de encontrar
Em você, de repente, sinal de beleza
Torço, um dia saberá o que é amar.
Resposta a “Antes Ela do que Eu!”, de Ana.
Sou Aiuendi, assim batizada
Pela aldeia muito amada
Lá sim eu sei, Ana, que você
Ninguém realmente vai querer.
Minha língua verdadeira
É paz, luz, lealdade e amor
Sua língua é só pauleira
Em meus ouvidos, só dor.
É covardia e quanta que é
Atacar pelas costas alguém
Será que você é mulher
De encarar no olho também?
Sei não, acho muito difícil
Sua lábia já mostra tudo
Diz que é cheia de artifício
No à vera o teclado fica mudo.
Vou andando por aqui mesmo
Não estou vagando a esmo
Preciso cuidar do planeta Terra
Pra amenizar os efeitos da guerra.
Como vê estou muito imbuída
Na reconstrução da paz
Se você for um pouco instruída
A aceitará sem mas, mas.
Por aqui ficando seguirei
Desejando a todos os fãs
De Ana paz e uma vida sã
É tudo que sempre desejarei.
Àqueles que por mim torcem
Serei agora e sempre agradecida
Seus caminhos nunca entortem
Suas bênçãos sejam engrandecidas.
Resposta a “O Retorno de Já Vai…”, de Ana.
Ih! Indiazinha voltou!
Foi da mata ou do deserto?
Aldeia + chuva de areia?
Este troço não tá certo!
Voltou foi do mundo dos mortos:
Expulsou-a o deus Tupã,
Não aguentou a choradeira
Da produtora-artesã.
E já voltou atentando,
Desfiando desaforo,
Depois berra agonizando…
Não sou eu que te socorro.
Covarde coisa nenhuma!
Meça bem suas palavras!
Eu me irrito, te acorrento
E te faço minha escrava!
Eu já tô de saco cheio
De conversa enviesada:
Me acusa de covardia
E propõe paz, a aluada!
Reconciliar pra quê?
Me dê só um bom motivo
Pra esquecer suas ofensas
E te tirar do castigo
De ser sempre rebatida
De forma tão genial,
Tão perfeita, tão Serena…
E tu deSafina legal…
Lá vem ela com inglês…
Raquel, tu não me provoque!
Se continuar com a graça
Eu te mando o meu Baioque!
E acaso eu tenho culpa
De ser simpática à beça?
Você tá é com inveja…
Índia-ninja magricela!
Te importunar não ia mais,
Patrocinei até velório!
Dancei a tal dança da chuva
E rezei no oratório!
Mas tu volta a infernizar,
Diz que viajou… É mesmo?
Acho que tava é de tocaia,
Porque se tu anda é a esmo.
E tendo deixado, ô Aiuendi,
Estas linhas a você,
Me despeço já sabendo
Que logo tu vai morrer.
Pelas palavras que li,
Vai morrer desidratada
De tanto chorar sozinha
Vendo o quanto eu sou amada
Pelo fã-clube dileto
Que surgiu tão de repente
Das páginas do Duelos.
Como é legal esta gente!
Resposta a “O Retorno da Guerreira”, de Raquel Aiuendi.
Envenenamento - Ocorre aos poucos ou de uma só vez, logo de cara, dependendo do outro sujeito.
Testamento - Você deve fazer, logo que possível, após o duro golpe, pois nunca se sabe quanto tempo você poderá agüentar.
Oferecimento - Da sua parte ao outro, de tudo que você possui de bom.
Impedimento - Total.
Tormento - Eterno.
Estranhamento - Às vezes de você consigo próprio, às vezes dos outros em relação a você; na maior parte das vezes ocorre uma junção dos dois tipos.
Alheamento - Total: você só tem olhos, ouvidos, boca, nariz, pele, corpo e alma para o outro sujeito.
Afrontamento - Todas as suas crenças e ideais são afrontadas de imediato, muitas vezes, ainda durante a lua de fel.
Defloramento - Violento, absolutista, traumático, total, de tudo que você possui de melhor.
Apedrejamento - Diário, incansável, inquisidor, sádico, até sua desfiguração completa.
Refinamento - De todas as características de seu lado negro: cinismo, falsidade, adulação, fingimento, bajulação etc.
Passamento - Se dá de imediato: você passa de tudo de bom a nada que preste.
Arrebatamento - Todas as suas qualidades e atrativos são arrebatados para um arquivo morto interno que você nem sabia que existia e não sabe onde se localiza.
Aprisionamento - Também ocorre de imediato, podendo ser efetivado de diversas formas: através de coleiras, grades, paredes, porém a maneira mais usual é pelo uso de alianças.
Tratamento - Você vai precisar, em algum momento; os que têm sorte, só depois de 5 anos com o semsorte.
Confinamento - Num mundo estático, televisivo e cinzento. Sem plim-plim.
Acastelamento - De repente você se encontra presa naquele castelo dos seus sonhos, só que é um tremendo pesadelo e, para seu desespero, você é uma Rapunzel careca.
- Verdade?
- Verdade!
- Verdade mesmo?
- Verdade, tô falando!…
- Tá de brincadeira…
- É sério!
- Mentira…
- Verdade, garota!
- Fala sério!…
- Serinho…
- Não acredito… Verdade?
- Então não é?
- Se tu tá dizendo…
- Tô dizendo!
- Humm… brincou…
- Brinquei nada!
- Mas… é verdade?!
- Verdade verdadeira!
- Mesmo?
- Mas que coisa! É verdade!
- Então tá. Verdade.
Todos estavam à espera do picolé. Era um daqueles dias em que a família inteira vai à praia, e digo a família com todas as suas nuances, performances, fuxicos e penduricalhos: pai, mãe, tia, noras, irmãos, agregados, cunhadas e genro de cara feia. E as crianças! Crianças gordinhas peraltas correndo com meleca escorrendo pelo nariz, pequenos torresmos empanados com areia rolando pelo chão, se jogando na água, trocando tapas por causa de um carro amarelo. Naquele sol escaldante fritando o juízo, a areia esquentando os pés, as crianças começavam a fazer seqüestro emocional pedindo lanchinho. Picolé, pensou Horácio, uma boa pedida para refrescar a boca sem esvaziar muito o bolso.
Passa o primeiro vendedor de picolé com caixinha de isopor no ombro, gritando eu tenho amendoins, cajá, coco, acelora, leite condensado, limão, goiaba, chocolate e tapioca, olha o picolé, olha o picolé! Oitenta centavos. Caro. Eis que passa outro com seu carrinho gritando eu tenho Capelinha, picolé Capelinha! As criancinhas mal-educadas gritavam, agarravam o pobre coitado, aquelas que toda família ri amarelo passando a mão pela cabeça dizendo é assim mesmo, é criança. Horácio Osvaldo perguntou ô Picolé, quanto tá o seu picolé? cinquenta centavos? Barato assim deve estar ruim, pensou o patriarca da família-mosaico.
Barato não senhor, respondeu o vendedor. É que eu compro de lote, aí eu vendo mais e ganho mais! Horácio ficou calado ouvindo. Eu compro picolé de fornada, todo dia eu vou na fábrica e dou três viagem, chega antes do Farol da Barra eu vendi uma fornada, no Farol vendo mais uma e outra depois. Tem gente que vende caro, o picolé derrete, fica boiando, eu só compro de amendoins, cajá e coco, porque todo mundo aqui na praia toma mais desse sabor, aí não tem sobra, eu não tomo prejuízo. Quantos vai ser? Dezoito, falou Horácio pensativo e radiante.
Foi aquela festa. Todo mundo chupando picolé, genro pegando dois, as noras adorando o picolé de coco, a tia falando esse de cajá é uma delícia, a filha pensando nas calorias, as criancinhas felizes melando a cara, derretendo picolés de amendoim pelas mãos e limpando na barriga de areia. Horácio via aquele ambulante, que mal sabia falar, dando aulas intuitivas de capital de giro, marketing, logística de distribuição e comportamento do consumidor sem nunca ter feito uma faculdade. Imagine se fizesse, pensava. Quantas pessoas têm potencial e estão aí vendendo picolé na praia, podendo, com estudo, ser donos de redes de sorveteria? Pausa para reflexão praieira.
A diversão da família era para Horácio, naquele momento, uma janela para a esperança, uma reflexão sobre o sentido da vida muito além das músicas de Roberto Carlos. Nosso Brasil precisa de estudo, nosso povo é extraordinário, precisamos de um batalhão de vendedores de picolé como esse cara, divagava Horácio falando pro genro, que balançava a cabeça concordando com o sogro, soltando grunhidos e chupando o picolé da esposa, uma mulher linda e esguia que estava com medo de engordar.
Mas nosso protagonista-mor nem teve tempo para muita reflexão. A netinha xodó da família acabara de deixar seu picolé de amendoim cair no chão e chorava feito uma condenada, a mãe ameaçava dar tapas pra menina calar a boca, a avó condenava e dizia que a netinha precisava de carinho, e o pobre do Horácio saía correndo em vão pela praia atrás do vendedor de picolé Capelinha, aquele mesmo que dava aulas de economia informal e transformava cinqüenta centavos em mágica gelada no palito. Ninguém via o ambulante, devia estar a caminho da maravilhosa fábrica de sorvetes e de oportunidades.
Bruno D’Almeida - comendocomfarinha.blog.terra.com.br
E a tal índia, heim, gente?
Acho que, enfim, desistiu…
Seguiu conselho de Alba,
Pegou o balaio e partiu.
Partiu desta pra melhor
Pela flecha envenenada,
Deu suspiro de dar dó,
Esta semana foi velada
Lá na tribo em que mora,
Com muita lamentação:
Seus pares, tão revoltados,
Cuspiram no seu caixão.
Foi duelar na Internet,
Tentando ficar famosa,
Mas se deu mal legal!
Uma derrota vergonhosa!
Honras fúnebres indígenas?
Não teve nenhuma, não:
Sem tanga, cocar, peninha…
O caixão? De liquidação.
Agora lhes conto um segredo:
A tribo dela é canibal,
Mas declinaram o banquete
Com medo de passar mal.
Porque eles só se alimentam
Daqueles que são valorosos,
Se comerem carne fraca
Terão destinos escabrosos.
Mas a família convidou
Uns ninjas lá seus colegas
E eles disseram: “Não!
Nós vamos é fazer festa!
Ela, feio, desonrou
Nosso bom nome na praça:
Não merece nem lembrança,
O que merece é desgraça!”
Assim, aqui eu vos peço
Um minuto de silêncio
Pela alma de Aiuendi
Enquanto eu acendo o incenso.
Como parte dos serviços
Eu vos digo que valeu,
Mas devo ser bem sincera:
Antes ela do que eu!
E vou dançar dança da chuva
Como homenagem também,
Pra lembrar lá do início
E de todo o vaivém.
Por aqui eu me despeço,
Outras coisas me entretêm,
Pra você lhe digo, amiga:
Vá em paz! Adeus! Amém!
Foi mais ou menos assim…
A família vivia um momento, digamos, de aperto financeiro.
O casal procurava sempre deixar o pequeno, de 5 anos, a par da situação. Claro que dentro de uma linguagem que ele pudesse compreender.
Mas talvez, papai e mamãe não percebessem o quanto ele estava “ligado”!!!!
Então, deu-se o episódio…
As camisetas do uniforme escolar estavam em petição de miséria. Terra vermelha, restos de lanche deliciosamente escorridos, sujeira do “playground” etc.
O vovô ensinou:
- Passe sabão em pedra azul!!! Vai clarear o tecido.
A vovó disparou:
- Ferva as camisetas!!! Elas ficarão clarinhas, clarinhas.
Assim, a mamãe atacou as camisetas, esfregou-as com afinco e tchummm, panela a dentro!
O Pequeno olhou, olhou… Estava absolutamente desconfiado daquela façanha. E largou:
- Mamãe, eu sabia que a situação estava difícil… mas não sabia que era tanto!!!!
- Como assim? – disse a mamãe.
- EU NÃO QUERO COMER CAMISETAS!!!
A mãe olhou-o sem poder compreender aquela observação.
- Filho do que você está falando?
- Mãe, você está COZINHANDO minhas camisetas!!!!! Eu não quero comer camisetas.
A mamãe não aguentou aquilo e entre risos e lágrimas compreendeu a preocupação da criança.
Não bastasse o que já havia concluído, ele diz:
- Mãe, eu tenho R$ 20,00 na minha carteira. Pode pegar e ir ao supermercado…
A mamãe deu um enorme abraço no filhote e agradecendo explicou que a situação já não estava tão difícil. E ele, claro, compreendeu e riu muito. E eles partiram para o supermercado.
E essa foi apenas mais uma história eternizada por aquela família tão apaixonada.
Sento-me à mesa. A televisão fala qual matraca velha. É um sobe e desce. Notícias boas… sobe… notícias ruins… desce!
Eu desço cristais, velas, toalhas bonitas. Desço escadas, desço salas, desço as más caras e me deixo meditar…
Aquele ser abjeto que me irrita. Que muda meus sonhos, minhas fantasias emocionais, sexuais, neuróticas…
Que não me deixa ficar concentrada com seu barulhinho infernal… pleck… pleck…
Boris Casoy começou a falar. Presto atenção na notícia importante que ele informa. De repente… pleck! lá se foi Boris Casoy e em seu lugar aparece o Silvio Santos com aquele seu sorriso amarelo e mexendo com a minha imbecilidade e com a das pessoas que, como eu, caem na besteira de assisti-lo… 7 ou 12?
Tento olhar para os dois concorrentes, estudar rostos, expressões faciais (minha tara de psicóloga) e quando estou quase indo…
Lá vem ele… pleck! E Silvio sai pela esquerda e aparece a Senhora do Destino… Maria do Carmo com o traste do ex-marido e as angústias reprimidas do amor do companheiro Dirceu.
Chego a suspirar por ela e com ela, e meus olhos fixos na telinha esperam o reencontro, mas eis que, não mais que de repente… pleck!
Ah… Friends. Levei mais de um mês para sacar o seriado. Estava até começando a gostar, mas… Pleck! Friends saiu do ar e entrou Netinho… uhnnnnn
Levanto, vou até o quarto, parece que ouvi de novo o miserável do pleck!
Volto correndo… afinal, quem verei ou o que conseguirei ver sem ser aos pedaços?
A quem ficarei fiel: à Globo, ao SBT, à Record ou à Net?… Qualquer coisa, pelo amor de Deus, mas Pleck não!
Por que Deus colocou na cabeça dos homens essa infernal vontade de ter o controle da TV nas mãos?
Esse texto é em homenagem a minha amiga Silvania que ficou desempregada e estava muito triste e preocupada. Como ela, muitos que se encontram nessa situação, sentem-se tristes e acabam só enxergando um lado - o lado ruim, o de engrossar a fileira dos PHD’s. Mas existe um outro lado - o lado bom. Quem foi a adolescente que não leu Pollyana? “Todo lado ruim, tem seu lado bom”.
Pensando nisso, resolvi listar para a minha amiga o lado bom do desemprego e assim fazê-la sorrir e esquecer as preocupações…
Pesquisei, entrevistei e me interessei e acabei fazendo uma listinha de itens que, com certeza darão ao desemprego um ar mais feliz.
1. Acordar tarde - Imagine o despertador do celular mudinho, dentro da bolsa até a hora que você quiser. Nada de acordar com aquele sonzinho irritante.
2. Não ter o que fazer - Simplesmente não fazer nada, absolutamente nada que não quiser. Olhar, olhar, pensar e não ter o que fazer por obrigação.
3. Não ter chefe - Quer coisa melhor do que não ter chefe enchendo o saco, reclamando de tudo, encontrando erros nas coisas que você fez com o maior amor do mundo? Aquele ser que te cobra e não te dá nada nem um muito obrigado por você acordar cedinho, fazer um bolinho e levar para o café da manhã do chefe e, é claro, dos colegas, enfrentar o espera-espera de uma vaga no estacionamento e nem um muito obrigado?
4. Não ter horário para almoçar - Acordar às 11 horas com o sol na cara e de pijama ir tomar café como se fossem 5 horas. Almoçar às 4 da tarde e pensar que você pode emagrecer e economizar fazendo apenas 2 refeições?
5. Economia de combustível - Você não mais ficará chateada como quando enchia o tanque do carro e ele acabava em uma semana de tanto engarrafamento que você pegava, o vai-e-vem casa- trabalho, trabalho-casa. Agora seu carro fica quietinho na sua porta, só saindo nos finais de semana ou se pintar uma chance de emprego. Economizar, essa é a palavra chave!
6. Jogar paciência - Pense que coisa boa. Você estressada jogando paciência para desestressar e de graça…
7. Sem plano de saúde, sem doença - Você vai curar tudo, pois tudo é psicológico. Sem plano de saúde, sua saúde vira de ferro. É inacreditável!
8. Usar a internet dia e noite - Quando no seu trabalho você podia abrir seus e-mails? Só podia acessar os sites oficiais. Assim, você poderá colocar em dia aqueles 300 e-mails que você nunca leu nem respondeu.
9. Caminhar no Parque da Cidade - Imagine o ar fresco, o contato com a natureza: nos dias de hoje, contato é a palavra-chave nem que seja com a mãe natureza. Outra coisa boa: você pode treinar correr e assim, quando nada, concorrer nas olimpíadas ou mesmo correr dos cobradores, pois você estará bem treinada.
10. Excesso de liberdade - Já pensou bem nisso? “Liberdade, liberdade abre as asas sobre nós” Que sensação gostosa!
11. Pesquisar, testar e concorrer com uma receita especial no concurso da Knorr e ainda abocanhar o prêmio; se você não tinha tempo, agora tem de sobra, portanto, mãos à obra!
12. Assistir todo o dia o “Hoje em Dia”, anotar todas as dicas e, quem sabe, conseguir descobrir qual o número que abre o cofre do Brito. Se você estivesse trabalhando perderia as dicas e não conseguiria nada. Viu só que legal?
13. Finalmente o mais sonhado de todos: Ter tempo, muito tempo para pensar nos números, verificar estatísticas e tentar ganhar na MEGA SENA e assim deixar de ser desempregada para ser MILIONÁRIA!
Mas se nada disso te alegrar, pense que você tem o SEGURO DESEMPREGO e, com isso, 3 meses de alegria, alegria!
Depois que voltei dos mortos
Pela mão do deus Casé,
Fiz entrada triunfal,
E, como sempre, de pé,
Impávida, portentosa,
Altiva, vitoriosa,
Magnífica, poderosa,
Retumbante e gloriosa.
Mas a tal ninja, tadinha!…
Tá sempre de pé quebrado!
Conforme ela mesma disse
No texto que tá postado.
Disse mais umas besteiras
Que eu vou ignorar,
Não valem gastar meu tempo,
Mas outras cê vai encarar!
Ô índia, quem foi que correu?
Eu corri de tu foi nada!
Mas me chamar de cachorra
Foi baixaria danada!
Eu que não ia aceitar
Duelar desta maneira.
Voltei atendendo a pedidos
E porque eu sou guerreira.
Voltei também, vou dizer,
Porque li duas respostas
Que você postou depois
E estavam mais compostas.
Nestes termos então eu sigo,
Luto um milhão de rounds.
(Mas não serão necessários:
Logo tu vai a nocaute!)
Diz não ter medo de chuva
E eu vou dizer o porquê:
Tu tem casa e, quando pinga,
Corre pra se proteger.
Tá lá no “Noite de Chuva”,
Você não me deixa mentir!
Vive se contradizendo…
Não sei quem tu quer iludir.
E tá morrendo de medo,
Quer o Casé como escudo
Pra desviar a atenção,
Pois sabe que não me iludo.
Casé, amigo, é bem-vindo,
Se quiser participar,
Mas atente à covardia:
O que ela quer é te usar
Como nuvem de fumaça.
Tu não conhece os ninjas?
Apanham e dão no pé.
(Se eu errar, me corrija.)
E pra não serem mais feridos
Eles agem de má-fé:
Distraem os opositores.
Não cai nessa, ó Casé!
E antes de terminar
Este round do duelo,
Não posso deixar de lembrar
Dos elogios singelos
Que recebi dos leitores
Que acompanham, sorridentes,
Esta saga inspirada
Em desafios frequentes.
Agradeço à minha torcida:
A Rosa, Vicenzo, Adhemar…
Mando beijos para todos!
Não vou decepcionar!
Resposta a “Esse é Pra Quem Foge”, de Raquel Aiuendi.
Amanhã vou começar “aquela” dieta.
Decidi isso agora, quando me olhei no espelho de perfil.
Amanhã, prometo, vou começar. Tão decidida estou, que vou esvaziar o freezer das esfirras e sanduíches naturais preparados para a semana. Não posso tê-los perto como tentação.
Decidi mesmo, vou começar.
Preparei todos os artefatos necessários para não voltar atrás nesse momento de total decisão.
Já preguei na porta da geladeira minha foto preferida, aquela que me mostra quinze quilos a menos, aquela em que de frente, de perfil, de costas, pode se ver os ossos, hoje tão escondidos.
Junto a ela, outra e mais outra, onde o sorriso – a boca era maior ou a gordura encobriu-a em parte – era de poderosa.
Tirei do guarda-roupa peças de tamanhos menores e jurei que em mim entrariam, pelo menos, daqui a duas semanas.
Separei revistas com dietas de todos os tipos e amanhã vou escolher a melhor, aquela que me fará, sem sacrifícios ou não, atingir o meu objetivo hoje – o de começar uma dieta amanhã!
NOSSA, QUE INVENÇÃO MARAVILHOSA ESTA, HEIM????
VIVA O CELULAR!!!
HUMMM……..SERÁ?????
Ele veio para ajudar, claro, mas tem momentos que é uma chatice!
Nossa privacidade foi pras “cucuias”
Todo mundo nos acha, e mesmo sabendo que temos o direito de desligá-lo quando bem quisermos, não o fazemos porque nos tornamos, mesmo, escravos desta coisinha pequenina.
Como ficar sem ele?
IMPOSSÍVEL!
Sem o telemóvel parece que estamos sem roupa, tal é a força que damos a ele.
Como será que nossos antepassados viveram sem ter na bolsa, nas mãos ou no bolso um celular?
VIVERAM MUITO BEM, COM CERTEZA!!!!
É aquela história: quem tem, já não vive sem!
Longe de mim negar sua importância e utilidade, quantas situações que nós vivemos ou vimos outros viverem que, graças a ele, nos salvaram?
Negócios são realizados em plena rua em movimento, brigas com namorado, marido ou amante já aconteceram numa ligação de celular.
É, minha gente através dele, foram recebidas boas e más notícias e tudo isso eu já presenciei, ou seja, OUVI, em alto tom!
Seja na rua, seja em ambientes fechados, muitos perderam o senso e parece que querem fazer, de uma ligação, o palco de suas alegrias, de sucessos ou fracassos de negócios, de tristezas, das quais o nosso bom amigo o celular, não é capaz de nos poupar!
Que fazer?
Quando ele não existia, vivíamos muito bem sem ele, agora, IMPOSSÍVEL!!!
Bem, o progresso e as grandes invenções estão por aí e junto com elas, nós, seres humanos que fazemos destas mesmas invenções nossas prisões e, ao utilizarmos, conseguimos muitas vezes nos tornar RIDÍCULOS! rsrsrsrsrs
Quem é que já não falou num celular em tom de voz tão alto que os que estavam a sua volta puderam ser espectadores desta conversa????
CADÊ MEU CELULAR, GENTE?????
E VIVA O TELEMÓVEL!!!!
“Natal noite de luz
Carnaval noites de nus.”
Casé, meu caro Casé!…
Não estimula este jogo,
Não põe lenha na fogueira
Ou a briga começa de novo.
É bom deixar de firula,
Isto é uma grande besteira,
Estas duas se engalfinham
Nas letras e de outras maneiras,
Posto que uma é xavante,
A outra é cheia de si,
Não gosto destes embates…
Vou ficando por aqui.
Resposta a “Pedido”, de Casé Uchôa.
O duelo não cessa
Pra quem ri à beça
Pra nós é papo sério
Portanto, sem mistério
Se Ana é Samurai
Posso ser Ninja, mai
Valendo da rima do Casé
Ana que não se restrinja
Minha rima sempre dá pé
Quebrado ou engessado
Quem tá interessado?
Desafio também ao duelo
O amigo poeta Casé
Que pode entrar nessa
Se quiser ou se verve tiver
Duelo sempre em bom tom
Sempre é tão, tão bom.
Mas não me esqueci da Ana:
Se eu estou diplomada
Não é daquilo nada
Você tem pinta de bacana
E eu é que passo por ralé?
Pois te falo na maió fé
Quem tá na moral
Do ringue não corre
Valentia não morre
Nem posa de `a Tal´
Medra e foge no final.
Tô aí pra outro round
Daqui não saio,
Também não caio
Não tiro as luvas
Mas sou muito forte
Sem medo de chuvas
Entro pra me molhar
E não deixo de rimar.
Por enquanto é só, inté
Pra Ana, todos e Casé.
Resposta a “Pedido”, de Casé Uchôa;
“Entendi e Não Gostei” e “Isso é Pra Quem Pode”, de Ana.
Se todos os dias fossem como hoje…
É que saí de mim.
Fui me contemplar,
mais que à distância
e ver se me enxergo na ótica real.
Vejo-me pelado,
completamente nu!
E bem assentado
no vaso sanitário,
tendo entre as mãos
um livro imaginário.
Cara de otário,
lerdo, espinhento,
sim, minha matéria
chega a fazer dó;
viro-me ao espelho,
alma,
me contemplo em pé.
Cabelos alinhados,
esbelto, elegante,
ar safado e belo,
magro e bom de bola,
poeta de mão cheia,
amado e bom de tudo!
Isso não bastasse,
um sorriso lindo…
Mas olho para mim,
tranqüilo, ainda sentado,
ar apalermado
e eu me pergunto:
entre esses “eus” dois,
qual é o mais humano?
E volto pra matéria,
o gordo está dormindo…
Ao pendurar as almas
Tenham cuidado
Para que não caiam
Pois o chão está
Molhado.
Oba! Ganhei fã-clube!
Muito obrigada, ó Casé!
Cê viu só, dona Raquel?
Se tu não qué, tem quem qué
Ler as palavras que escrevo
Na maior inspiração,
Mesmo que pra responder
À sua má-criação.
E atendendo ao pedido
Que foi feito por Casé,
Retiro o que decidi:
Eu volto, dou marcha à ré.
Agora… eu só não sei
Se eu sou ninja ou samurai…
Acho que escolho o segundo,
Pois te corto sem um ai.
Então, sua ninja potiguara,
Traz arco, flecha, tacape,
Vem, cai dentro, se puder,
Duvido que tu me escape.
E pode complementar
Com estrelas assassinas,
Correntinhas e ventosas…
Só meu olhar te elimina!
Eu posso lutar com espada,
Usar lança ou bastão,
Mas, pra quebrar teu galho,
Eu vou duelar na mão.
Sou samurai de respeito,
Pela honra eu me guio,
Ao contrário de uns e outros…
Seu ninja escorregadio
Que posta bobagem à beça,
Sempre com o sai-não-sai…
Que vai ficar, todos sabem,
A me atentar com seus ais.
Me falta criatividade?!
Então tu não sabe ler!
E se sabe, tá provado:
Não consegue compreender!
Ainda parte pra agressão:
Vem me chamando de insana!
Vai tomar banho de rio,
Vai brincar com a tua iguana!
Feliz eu sou, e é muito!
Tanto!… Que nem você,
Com sua conduta imprópria,
Consegue me aborrecer.
E todo mundo já viu
Que tu sabe algum inglês,
Não precisa ficar mesclando
Esta língua ao português.
Eu acho que tu faz isso
Só pra me provocar,
Pra lembrar lá do início,
Pra coisa não esfriar.
E quem foi que falou em zen?
Tu tá pirada, guria?
Tenho é muita paciência…
Coisa que ninguém teria…
E eu não preciso apelar,
Perder tempo com quimera,
Por isso te dou as costas
E vou, triunfal, pra galera!
Agradeço os elogios,
Os aplausos da platéia!
Sinto muito, Passa-Tempo,
Vou continuar com a idéia
De duelar com essa índia:
Equilíbrio da flecha é a pena.
A dela tá torta, doida;
A minha, certeira, envenena,
Faz cair, de vez, ao chão,
A nipônica xavante!
Vai jazer de morte súbita!
Não há pajé que te levante!
Resposta a “Pedido”, de Casé Uchôa;
“Esclarecimento” e “…E Tenho Dito”, de Raquel Aiuendi;
“Julgamento e Desafio”, de Passa-Tempo.