Duelos Literários

REVELE O ESCRITOR QUE EXISTE EM VOCÊ! NESTE BLOG PRETENDEMOS EVIDENCIAR A DIVERSIDADE DE INTERPRETAÇÕES NA COMPOSIÇÃO DOS TEXTOS. ESCREVA SOBRE OS TEMAS LISTADOS NAS CATEGORIAS (OU PROPONHA OUTROS), DEIXE SEU TEXTO EM “COMENTÁRIOS” E NÓS POSTAREMOS.

31 janeiro 2009

O Aprendizado de Pequena Árvore - por Leila

 

 

O Aprendizado de Pequena Árvore - Forrest Carter

 

“É inesquecível pra mim, pois aprendi a olhar o mundo com olhos de quem veio pra ele e não como se sempre vivesse aqui, comecei a questionar coisas até então óbvias, perdi totalmente a noção do óbvio e assim descobri um mundo completamente novo, inusitado, confuso e adorável!”

 

 

E para você? Que livro foi inesquecível?

 

criado por shintoni    17:35 — Arquivado em: Leila, Nossos Livros — Tags:

O Melhor Livro que Li - por Ana

 

 

Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez

“Sem dúvida, o melhor livro que li. Principalmente pela maestria do autor com as palavras e a imaginação.”

 

 

E você? Qual foi o melhor livro que leu?

 

criado por shintoni    17:06 — Arquivado em: Nossos Livros — Tags:

Saudade - por Alba Vieira

 

 

Era uma árvore copada que ocupava quase a extensão de duas casas da rua. Vivia num terreno enorme de esquina e, pela posição em que se encontrava, o solo quase nunca incidia sobre ela. Talvez isso mesmo é que lhe conferisse aquele ar misterioso. As outras árvores, no mesmo terreno, situavam-se bem distante dela. Mostrava-se majestosa, de tronco muito largo e galhos que se ramificavam indo bem longe. Suas folhas agora eram verde-escuro, completamente desenvolvidas, o que permitia garantir uma sombra imensa ao sol que, por isto mesmo, só apresentava pequenos arbustos. Era uma linda mangueira que, por sua singularidade, puxou imediatamente minha atenção enquanto passava por ela dentro de um ônibus. A partir deste momento, ela, grandiosa, passou a ocupar minha mente que não tinha lugar para outro pensamento que não fosse relacionado ao que ela me inspirava.

Quem não possui uma mangueira especial na história de sua infância?

E lá estava eu, de volta às brincadeiras no quintal de casa com os irmãos, onde adorava brincar de enterrar tesouros entre suas raízes. E era outra vez a bruxa que cozinhava ervas no fogãozinho (presente de uma prima), no qual ateei fogo uma vez, tendo ficado com o esmaltado amarelinho ao invés de branco. E agora me balançava solta e livre, empurrada por meu pai que era sempre chamado pra dar impulso ao balanço que ficava pendurado no galho mais forte de sua copa, onde sonhava sonhos de menina e me arrepiava quando, depois de um empurrão mais forte, quase conseguia dar a volta no trajeto de lá pra cá. Ouvia os pássaros que cantavam nos seus galhos todas as manhãs, que ainda hoje me trazem saudade do meu pai, que os imitava dizendo: bem-te-vi, bem-te-vi… E podia, ainda agora, sentir nos cabelos o vento forte e ouvir o som amedrontador naquela tarde de ventania em que fui encorajada por minha mãe a ir pegar as mangas que rolavam no chão depois de sacudidas do pé. Quanta saudade! Do pai, da mãe, dos irmãos!

Mas, sobretudo, da criança que mora ainda em mim e que é livre, confiante, sensível, adora novidades, embora ainda guarde alguns medos.

 

P.S. - Acabei de reler o texto e descobri o motivo daquela árvore ter me chamado tanto a atenção: aquela mangueira, com todos os seus atributos, representa tudo que era minha mãe.

 

 

criado por shintoni    15:55 — Arquivado em: Alba Vieira, Saudade

Teorias e Amor - por Raquel Aiuendi

 

 

Qualquer visão holística pode preparar para uma construção de inclusão e a inclusão é um conceito que só pode se tornar completo na prática quando ciente de que livre-arbítrio não é voltar-se contra Deus ou a Criação ou a Lógica, esse conceito (inclusão) só pode se realizar de maneira definitiva quando se sabe que livre-arbítrio é, na verdade, a iniciativa de complementação dentro de uma lógica pré-pós-estabelecida (do contrário, livre-arbítrio designaria abertura para o desmanche). O processo de inclusão é sempre um processo que segue a dinâmica da construção e reconstrução constantes, conceitos-questionamentos-reconceitos… assim por aí.

Descobrir-se pequeno num processo de lógica (seja eco, psico etc.) é notar-se imprescindível numa intrincada cadeia cuja base sempre serão os “pequenos”, por isso dadas suas imprescindibilidades. O simples sempre refletirá a verdade do complexo. Voltar-se ao simples sempre é mergulhar na “mágica”, no mistério profundo do “elaborado”, é resultar problemáticas, incógnitas encontrarem soluções. Onde amar é ato simples, também irrevogável; mas é tão complexo o movimento amar, embora simples de ser reconhecido quando presenciado. O mais simples e valioso dos tesouros é o mais intrincado processo de lógica, obviamente por isso Deus veio à Terra, aos humanos, na forma de irmão mostrar-lhes o mistério dos mistérios, a lógica da Lógica, a singeleza da simplicidade: o AMOR.

Por isso, não há inclusão sem lógica.

Pequeno e grande são conceitos de graduação não inerentes à natureza: quando um vírus ataca um organismo sua grandeza se evidencia. Onde coexistência, onde inclusão. Amar equivale a coexistir, a natureza vive seu livre-arbítrio do equilíbrio, vive a lógica na Lógica: o AMOR, mesmo sem saber.

O que diferencia o ser humano é a consciência. Quando humano o livre-arbítrio transforma-se em livre-desequilíbrio e ele pensa arbitrar não somente sobre si mesmo e sim sobre mecanismos que existem, e só existem, para que ele próprio possa ter uma existência sustentável, ao invés de compreendê-los e interagir coerentemente.

O Amor é lógica que vem em fórmulas variadas, lógica que se adapta a DNAs infinitos: não é matemática e nem física, pois estas estão também sujeitas à lógica e o Amor é a lógica da Lógica. Não é disciplina, é disciplinador, é a verdade da origem e do retorno, condição sine qua non de imortalidade e de ressurreição.

Amor pode ser NÃO SER MOR, mas também pode ser PARA SER MOR.

Amor é princípio e fim para o qual fomos criados e através do qual tornados filhos do Criador. Partida e Chegada, o próprio Deus é pelo Amor, é por essa lógica, como ele próprio se apresentou ao humano.

Não há amor sem ser e não se pode ser sem amor. Quem não amor, não é. Quem sim amor, se faz ser. Ser é, portanto, ato constante de fazer-se ser.

Amor é a expressão do infinito, constante, incondicional equilíbrio. Onde Bem e Mal se anulam para serem Amor. Sem despojamento o amor não se faz presente, o amor=equilíbrio é a lógica da impassionalidade do ego humano. Onde passionalidades, não Amor.

Amor não é doutrina, é em si mesmo verdade, onde verdade=equilíbrio, sustentabilidade.

Qualquer lógica (eco, psico, filo etc.) submete-se ao Amor para que exista. Não submissão em conceito de degradação, mas pelo inverso disso (conceito de inclusão e valoração).

 

 

criado por shintoni    15:33 — Arquivado em: Raquel Aiuendi, Reflexões

Diálogo de Novela (ou Do Amor e Outros Suspenses) - por Adhemar

 

 

Por que as mulheres não se contentam com o momento?
Por que são românticas, paradas, “expectantes”?
Por que não o risco, a incerteza, a emoção?

 

Eu não sei o que é uma sinceridade intensa
ou uma sincera intensidade;
Por que não vou embora?
Por que não a emoção da espera?
O “será que ele volta?”
“Será que ele liga?”
Ou:
“Será que ela gostou de mim?”
“Será que achou uma porcaria?”

 

Por que os casais fazem tudo tão perfeito no início?
Por que tudo é tão maravilhoso
e cada um preenche o seu papel de príncipe e princesa?
Por que ninguém pensa:
“Será que ele mija em pé?”
“Será que ela escova os dentes?”
E a toalha molhada na cama,
a roupa suja espalhada
e os bifes queimados?!

 

Por que o amor é tão bobo e tão descarado?
(Por que tomar banho juntos para ‘quebrar o gelo’?)

 

Casa redecorada, armário rearrumado.
Por que o amor é tão sério e tão desorganizado?
Por que os papéis correspondem
e depois o trem descarrilha?
Por que encaixamos tão bem
e depois cada um numa trilha?
Por que um sonho tão bom
é tão predestinado?
Por que começa tão bem
e acaba tão errado?
Por que a melhora e a cura
para o que será enterrado?

 

O par perfeito é a resposta,
pra tudo,
até o que não foi perguntado.
“Você é a mulher dos meus sonhos”,
“Você é o meu sapo encantado”.
Aí, o futebol, os amigos,
os chás, o shopping, trabalho.
A princesa era a fada má;
o príncipe acorda um canalha.

 

Então, malas feitas, adeus.
Adeus, saudades, mais nada.
Até no rompimento, o cinismo,
o amor que se avacalha.
Período de vida indelével
que se sufoca, se esconde mas não se apaga.

 

Por que os homens não são mais atentos,
persistentes e cavalheiros?
Por que o amor é um tudo?
E quem não amou não viu nada…

 

E tudo começa de novo,
com os mesmos, com outros, sei lá.
Felizes dos que, teimosos,
não correm riscos por nada…

 

 

criado por shintoni    13:59 — Arquivado em: Adhemar, Desencanto, Poesias, Reflexões

Os Irmãos Karamázovi - por Luiz de Almeida Neto

 

 

Os Irmãos Karamázovi - Fiódor M. Dostoiévski

 

“O livro mais belo que já li foi ‘Os Irmãos Karamázovi’, já faz algum tempo, mas nunca o tirei da minha memória. E sempre o recomendo.”

 

 

E você? Qual foi o livro mais belo que já leu?

 

 

criado por shintoni    13:26 — Arquivado em: Luiz de Almeida Neto, Nossos Livros — Tags:

Aflição - por Alba Vieira

 

 

Aflição é meu sentimento. É um fervilhar sem motivo. Tudo está bem. Há equilíbrio lá fora. Mas dentro de mim há reboliço. Será meu estado natural estar sempre buscando, querendo o desequilíbrio para criar alguma coisa? Serei mesmo quase esquizofrênica? Talvez sim. O fato é que acordo todos os dias com uma ânsia não sei do quê. Penso que me voltar para dentro é o caminho, mas sou tragada pelos apelos de fora. Mergulho sem parcimônia no fluxo da vida cotidiana com a maior facilidade. Preciso de um acontecimento que mude o rumo dos meus passos. Até quando? Por que naturalmente não procuro a mim? Por que eu não me volto para a essência e fluo neste mar de certeza e completude que é o interior de cada um? Tenho tanto apreço por este mundo de contradições, me regozijo com ínfimas belezas enquanto meu ser real se contorce em desespero na espera por mim.

Quero aprender de uma vez o caminho. Quero ser livre de todas estas amarras que me trazem cativa de um destino limitado, sem cor. Sei que posso, que estou perto, sinto que tateio no escuro quando devia saltar no abismo. Que a escuridão é o que dá a maior segurança, que o desconhecido é o berço dos que reclamam a infinita paz. Sei de tudo, mas não sou ainda o que sei. Um dia vou me saber. Então a aflição irá passar.

Descansarei na quietude dos que não esperam, não anseiam, não se abalam, não sofrem, não querem porque já têm, não buscam simplesmente porque apenas são.

 

 

criado por shintoni    13:23 — Arquivado em: Aflição, Alba Vieira, Simplesmente Ser

Me Apaixonei… - por Escrevinhadora

 

 

Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley

 

“Cem Anos de Solidão não foi o único que me marcou. Também me apaixonei por ‘Admirável Mundo Novo’ de Aldous Huxley.”

 

 

E você? Por qual livro se apaixonou?

 

 

criado por shintoni    13:13 — Arquivado em: Escrevinhadora, Nossos Livros — Tags:

Estou Lendo… - por Escrevinhadora

 

 

“La Suma de Los Dias - Isabel Allende”

 

 

E você? Que livro está lendo no momento?

 

 

criado por shintoni    13:05 — Arquivado em: Escrevinhadora, Nossos Livros — Tags:

O Amor - por Passa-Tempo

 

 

Amor, não sei bem o porquê,

O porquê da chuva cair lá fora me lembrar você,

Não sei bem ao certo,

Mas quando o sol brilha lá fora eu te quero por perto.

 

Hoje é um dia especial,

Mesmo não tendo nada pra comemorar,

Fico feliz só por te amar.

Quero te amar de maneira pura,

Com um amor de aparência bonita,

de beleza infinita;

Poderei dizer um dia que seu amor é minha cura,

E a distância que nos separa sempre será compensada…

Por ele.

 

 

criado por shintoni    12:45 — Arquivado em: Amor, Passa-Tempo, Poesias

Li e Amei - por Escrevinhadora

 

 

Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez

“Também li e amei. Em alguns momentos tudo é tão surreal que cheguei a pensar que Macondo é em algum lugar no Brasil.”

 

 

E você? Que livro leu e amou?

 

 

criado por shintoni    12:42 — Arquivado em: Escrevinhadora, Nossos Livros — Tags:

Pesadelo e Sonho - por Raquel Aiuendi

 

 

Se o horror, o crime e os absurdos cometidos sobre essa terra em cadeia de humanos sobre humanos não têm cor, raça e razão; também o Amor é para todos independente de cor, raça e razão. O Amor é a causa das soluções e suas fórmulas; dignifica e transforma; edifica e amplia; o Amor é em si a Razão da lógica, sem o Amor não há lógica e a Lógica vai sempre se apresentar pela Razão do Amor.

Sobre quantos cadáveres, vítimas de horrores, a humanidade vai continuar a erguer-destruir-erguer nações? Vítimas, populações infinitas de vidas, que em nada contribuíram para a barbaridade contra elas… esse cemitério há de ser, um dia, se já não está acontecendo, a ‘areia movediça’ que irá engolir a podridão.

A dor dos horrores há sempre de ser o empecilho da evolução humana? Avançar em sustentabilidade através da inteligência-amor é mais difícil que a promoção em moto-contínuo de dor e consciência-dor?

Horrores são horrores. Para as vítimas, como todos o sabemos; e, também, para seus patrocinadores e agentes diretos (todos não dormem e, se dormem, têm pesadelos – o peso deles).

A humanidade se arrasta em pesadelos desde séculos a perder de vista; dissemina a doença plantada em sua existência e cultivada por indivíduos ao longo de todos os processos “civilizatórios”. A pré-história ainda é; com diferença dos rótulos, mas a alma da humanidade se entrega à permanência consciente do estado pré-histórico. A alma da humanidade se aprisiona ao estado latente e se deixa manipular utilizando instintos de ferocidade e medo que distancia de outro estado latente de Paz e usufruto, de Amor e sustentabilidade.

 

 

criado por shintoni    12:18 — Arquivado em: Raquel Aiuendi, Reflexões

O Homem no Lixo - por Ana

 

 

Ontem, andando na rua,

Vi um homem adormecido

No meio de sacos plásticos.

A sua cama era o lixo.

 

Parei ao olhar praquilo,

Olhei e tudo parou…

Sequestrou-me o inusitado,

Minha cabeça pirou.

 

É o cimento da calçada?

O lixo é mais confortável?

Os sacos são travesseiros?

Mas… e o cheiro insuportável?

 

Eu não entendia niente,

Os neurônios não agiam,

Não enxergava mais nada,

Os meus pés não se moviam.

 

Não havia mais trabalho,

Ponto a bater, o horário,

Chefia, clientes, agenda,

Desconto no meu salário.

 

Éramos eles e eu:

Homem, lixo, catatonia,

Sono, sujeira, susto,

Cansaço, imundície, agonia.

 

Um esbarrão me acordou

Do estado de letargia,

Consegui dar alguns passos

Em direção ao meu dia

 

Que agora não era meu,

Era deles totalmente:

Mais que imagem, uma verdade

Paralisando a minha mente.

 

Fui zumbi até a noite

Na hora em que fui dormir.

Fui arrumando a cama,

Mas parei pra refletir.

 

Sentei no chão contra a parede,

Relembrando aquela cena:

O sono profundo e calmo

Numa face tão serena…

 

Ele teria bebido,

Tanto que nem percebeu

Onde descansava o corpo

Em uma noite de breu?

 

Pensei: só pode ser isso…

Ele estava sem noção,

Dormiu sem ter consciência,

Não agiu por opção.

 

Então eu dormi tranqüila…

Não foi algo voluntário…

Ninguém agiria assim

De modo tão temerário…

 

Então, na manhã seguinte,

Me arrumei, comi, saí,

Me dirigi ao trabalho,

Nem pensava no que vi.

 

Até que, no mesmo local,

Não cri no que o olhar via:

No mesmo lixo de ontem

Uma família dormia.

 

 

Inspirado em “O Homem no Lixo é Lixo”, de Alba Vieira;

“Escuro”, de Luiz de Almeida Neto.

 

criado por shintoni    11:27 — Arquivado em: Abandono, Ana, O Homem no Lixo, Poesias, Resposta

Silêncio - por Maria Carolina Nogueira Cobra Vitali

 

 

No meu silêncio,
Te digo tudo o que tenho vontade.

 

No meu falar,
Debocho de verdades mudas.

 

Adoro ouvir você falar,
Mas o que cala a tua voz,
Eu sei e me dói.

 

 

criado por shintoni    11:21 — Arquivado em: Maria Carolina Nogueira Cobra Vitali, Poesias, Silêncio

Ser Mãe - por Maria Carolina Nogueira Cobra Vitali

 

 

Você me tornou Mãe!
Palavra tão doce, quando de sua boca sai.

 

Você me tornou alguém melhor!
Sou mais completa graças a você.

 

Você me tornou sensível!
Hoje me sinto mãe de todas as crianças do Universo.

 

Você me tornou atenta!
Vejo cada criança que existe dentro de cada ser humano.

 

Você me tornou mais feliz!
Seu sorriso e seu aprendizado me encantam a cada dia!

 

Você me tornou desprendida!
Sei que você não é meu.
Você é o maior e melhor empréstimo de Deus para mim.

 

Filho, que a vida permita que eu sempre esteja à altura
Dessa magnífica missão que é ser SUA mãe!

 

Teamobezotchau!!!!

 

 

criado por shintoni    11:18 — Arquivado em: Maria Carolina Nogueira Cobra Vitali, Poesias, Recado, Você

Cuida de Mim - por Maria Carolina Nogueira Cobra Vitali

 

 

Um segredo guardado…
Um desejo calado;
Um anseio disfarçado!

 

Cuida! Cuida de mim…
Que minha alma está cansada.

 

Cuida! Cuida de mim…
Que não encontro forças para cuidar.

 

A pele arde,
Os músculos estão retraídos…
Os olhos arregalados…
Pés colados ao chão.

 

Uma tremenda dificuldade de gritar.
Berrar esse grito guardado, segredado.

 

Dói.
Uma dor antiga, latente.
Sempre emudecida
Por não achar-se no direito
De doer.

 

Cuida! Cuida de mim…
Que cansei de lutar.

 

Cuida! Cuida de mim…
Que cansei de cuidar.

 

Perdi meu lugar… antigo, velho.
Mas não sei qual é meu lugar agora.

 

Cuida! Cuida de mim…
Que estou perdida.

 

Cuida! Cuida de mim…
Que preciso retornar.

 

 

criado por shintoni    11:12 — Arquivado em: Maria Carolina Nogueira Cobra Vitali, Pedido, Poesias

Solidão - por Maria Carolina Nogueira Cobra Vitali

 

 

Preciso de um colo de puta
Que não questione,
Que não fale.

 

Preciso de um colo de puta
Que afague
Que cuide
Que saiba sem dizer.

 

Preciso de um colo de puta
Da mulher sem pudor
Que não se finge
Que sofre
Que mostra,

 

Toda dor;
Todo amor,
Da mãe que sente
Que acalenta
Que consome
Que é Continente.

 

Preciso de um colo de puta
Que sabe,
Só ela sabe,
Ser mulher
Por inteiro.

 

E carrega
No seio
O dom de ser.

 

 

criado por shintoni    11:05 — Arquivado em: Maria Carolina Nogueira Cobra Vitali, Poesias, Solidão

Meu Livro Inesquecível… - por Alba Vieira

 

 

Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres - Clarice Lispector

 

“Sem palavras.”

 

 

E para você? Que livro é inesquecível?

 

 

criado por shintoni    10:49 — Arquivado em: Alba Vieira, Nossos Livros — Tags:

Comendo Camisetas - por Maria Carolina Nogueira Cobra Vitali

 

 

Foi mais ou menos assim…

 

A família vivia um momento, digamos, de aperto financeiro.

O casal procurava sempre deixar o pequeno, de 5 anos, a par da situação. Claro que dentro de uma linguagem que ele pudesse compreender.

Mas talvez, papai e mamãe não percebessem o quanto ele estava “ligado”!!!!

Então, deu-se o episódio…

As camisetas do uniforme escolar estavam em petição de miséria. Terra vermelha, restos de lanche deliciosamente escorridos, sujeira do “playground” etc.

O vovô ensinou:

- Passe sabão em pedra azul!!! Vai clarear o tecido.

A vovó disparou:

- Ferva as camisetas!!! Elas ficarão clarinhas, clarinhas.

Assim, a mamãe atacou as camisetas, esfregou-as com afinco e tchummm, panela a dentro!

O Pequeno olhou, olhou… Estava absolutamente desconfiado daquela façanha. E largou:

- Mamãe, eu sabia que a situação estava difícil… mas não sabia que era tanto!!!!

- Como assim? – disse a mamãe.

- EU NÃO QUERO COMER CAMISETAS!!!

A mãe olhou-o sem poder compreender aquela observação.

- Filho do que você está falando?

- Mãe, você está COZINHANDO minhas camisetas!!!!! Eu não quero comer camisetas.

A mamãe não aguentou aquilo e entre risos e lágrimas compreendeu a preocupação da criança.

Não bastasse o que já havia concluído, ele diz:

- Mãe, eu tenho R$ 20,00 na minha carteira. Pode pegar e ir ao supermercado…

A mamãe deu um enorme abraço no filhote e agradecendo explicou que a situação já não estava tão difícil. E ele, claro, compreendeu e riu muito. E eles partiram para o supermercado.

 

E essa foi apenas mais uma história eternizada por aquela família tão apaixonada.

 

 

criado por shintoni    10:46 — Arquivado em: Crônicas, Maria Carolina Nogueira Cobra Vitali, Para Rir, Preciosidade

Lograré Sin Ti (Parte 2) - por Yuri

 

 

De uma coisa sei, que não pode se queixar: que eu não te amei. É… você me amou mais, mas depois tudo se inverteu e, no final, de você não restou nenhuma gota. Às vezes penso que era uma piscininha de plástico o seu amor. Não sei, sabe, muito pequena e havia poucas gotas… mas você preferiu pular de uma vez só com todo o peso de seu corpo e jogar fora todas as gotas, não preferiu isso ao meu mar que te esperava… E hoje estou aqui… ainda fraco, frágil e sem forças, claro, mas com uma linha de esperança em meus batimentos, pois nenhum dia sequer esquecerei de você. Sei que deveria… mas será totalmente impossível, você é inesquecível!

Quero que meu amor voe por aí e você o encontre para fazê-lo feliz com outra pessoa, já que você não me deu oportunidade…
Te convidei para meu oceano, mas você preferiu a sua piscina de plástico vazia e a busca do segundo mar… E eu preferi deixar você ir, vendo você feliz. Meu amor perdido me avisará e estarei vibrando de qualquer forma pela sua felicidade. Mesmo longe ainda ouço… Mesmo longe ainda posso te tocar por mais uma vez? E depois deixo você ir… por favor, não te enfeitiçarei novamente… Adios amor…
Meu coração talvez esteja te esperando em alguma ilha em nosso oceano. Corra! Talvez consiga abraçá-lo antes do desencontro… É… É melhor eu ver a realidade… e dói.
Me pedia e me cansava de se afogar no imenso azul de seus olhos, mas hoje vejo que era tudo de plástico, e esse plástico resistente hoje se quebrou. A única coisa que desejo daqui pra frente, se não houver mais volta, é que você seja totalmente feliz, porque sim, eu te amo! E quero que seja feliz e que encontre a pessoa certa que você merece… Total culpa, desavenças e uma noite de sono… Às vezes queria ter aquela doença, dormir e tudo acabar…Mas um ser humano sem dias, experiências, amores, não é um ser humano… Te amar não foi um erro e sim uma bela pegadinha da vida, mas sei que quando você parar de rir não estarei mais aqui para aplaudi-la.

 

 

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criado por shintoni    10:42 — Arquivado em: Despedida, Recado, Yuri

Lograré Sin Ti (Parte 1) - por Yuri

 

No final de tudo, quando eu apenas pensava que iria apenas começar, fiz de tudo pra você se impressionar, mas de nada adiantou, a única coisa que tive em troca foi um belo chute bem forte, e dói, pois dói muito…
Ferido hoje… ontem pensava que a única pessoa que me amasse de verdade fosse você, mas hoje sei, mais que nunca, que não tenho mais ninguém…
Sem você tudo é tão dosado… me ajude a recuperar a abundância de ter você de novo aqui comigo.
Tenho saudades de seu olhar, seu sorriso, ele me encanta… sua voz, seu jeito, você *-*
Nossas conversas… Nossa! Nem me fale… É… eu fui uma vez e provei do melhor e queria ter esse melhor pra mim de novo..
Quero poder ter e provar do melhor mais uma vez e sentir a magia do seu olhar, seu coração… Senti-lo perto do meu mais uma vez, com os pulsos ‘te amo’. Como fazer, se estou com outra, mas, na verdade, quem eu quero é você e estou pensando em você?…
Não pensava mesmo que o amanhã fosse ser assim, na verdade eu nunca pensei que esse dia algum dia iria chegar…
Quando eu pensava que meu único refúgio para o paraíso era só você, me tiraram isso…
Tiraram mais uma vez a grama do jardim e cortei o pé novamente… Será que você me entende?…
Às vezes ainda tenho a esperança de que tudo vai ficar bem, os olhares vão voltar a queimar, mas o que não posso é fantasiar tudo e ir ao encontro da realidade e quebrar a cara mais uma vez…
Sei que você já está em outra mesmo, mas minha realidade vai chegar, e se vai, só ainda não sei quando… Espero que não demore muito..
Nessas horas pensamos em tantas besteiras, como beber, se drogar, se matar, enfim… coisas que não são boas.
E coisas que não levam ninguém a nada…
Então temos que seguir a vida, pois se essa pessoa não te quer, talvez tenha quem te queira, no meu caso, o vento…
Eu me lembro muito bem de todos os momentos vividos, queria que pensasse, pois está aí a chance que você sempre quis: a de ser feliz, mas se não quer, o que me resta é seguir a vida mais uma vez, indo contra o vento…
  

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criado por shintoni    10:39 — Arquivado em: Saudade, Yuri

Ponto de Vista - por Alba Vieira

 

 

O mundo é mau?

Depende do olhar ver

Bela paisagem…

 

 

criado por shintoni    10:26 — Arquivado em: Alba Vieira, Haikais, Reflexões

Quem Tem… - por Raquel Aiuendi

 

Quem tem ouvidos, ouça; quem tem olhos, leia; quem tem sensibilidade, sinta; quem tem vontade, mude.

 

criado por shintoni    10:24 — Arquivado em: Pensamentos, Raquel Aiuendi, Recado

30 janeiro 2009

Escuro - por Luiz de Almeida Neto

 

 

De noite
em meu quarto
com a cama pálida
eu sou você, amigo
Te dou a mão
mas você não vê.

 

Quando meus sonhos
ou pesadelos
apontam na esquina
eu sou você
coberto de papelão
e tossindo ao relento.
Eu adivinho uma febre,
seus calafrios
e não faço nada.
Meu medo
faz com que eu não sinta
você.

 

E o mundo
que é um escuro
impenetrável
nos afasta mesmo que a uma rua de distância.
E não sei seu nome,
seu jeito,
suas crises,
mas por um instante
sou você.

 

Sinto uma picada
muito fraca
da dor enorme que você sente
e já me apavoro,
pressinto a fome
que te assola perenemente
e a sacio,
mas te adivinho
também uma sede.

 

Não sou você,
porque não me entrego
porque me nego
a me sentir imundo,
e porque ainda creio
não obstante o receio
de que sou de outro mundo.

 

Mas meu corpo,
ele sim,
fala mais a mim
do que todo este absurdo
não reclama nossa irmandade
já que ela não percebo
mas exige que eu compartilhe
no todo ou em parte
uma parte de teu lamento
tuas angústias,
teus tormentos,
do que sabes que é verdade. 

 

Agora mesmo vou dormir
sabendo o quanto não sei de nada,
realmente não aprendi,
e não quero que tal lição
me seja ensinada
Com o que até hoje conheci
não sei nem muito bem
como apareceste
na minha estrada.

 

 

criado por shintoni    21:17 — Arquivado em: Luiz de Almeida Neto, Poesias, Você

Carência - por Ana

 

 

Os dias se sobrepõem enquanto te espero.

Qualquer sinal teu seria um alento.

Imóvel permaneço nesta espera infrutífera.

Por longos dias e infinitas noites de saudade de ti.

Sei que sofres porque te sinto.

Sei o quanto também queres a mim de volta.

Sei o que lamentas, a rigidez de tua mente tão inescrupulosa, que tanto castiga um coração frágil e coerente.

Mas há que ser assim ainda.

Passaremos pela vida numa ligação invisível fortalecida pela ausência.

Estaremos a cada dia mais perto pela impossibilidade de abandonar um destino de união.

Em lembranças, anseios e carinhos nos guardaremos.

Até que finalmente nos encontraremos em plenitude e em paz.

 

 

criado por shintoni    20:58 — Arquivado em: Ana, Carência, Poesias
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